10 principais IST’s na gravidez (e o que fazer)

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10 principais IST’s na gravidez (e o que fazer)

As infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) na gravidez, como sífilis, clamídia, gonorreia ou HIV, podem surgir antes ou durante a gravidez e prejudicar a saúde da mãe e do bebê, e causar complicações, como parto prematuro, aborto, baixo peso ao nascer e atraso no desenvolvimento.

Os sintomas das IST’s na gravidez variam de acordo com o tipo de infecção apresentada, mas normalmente surgem feridas na região genital, corrimento, coceira, dor durante a relação sexual ou sangramento vaginal.

Leia também: IST’s na mulher: 11 sintomas, causas (e o que fazer)


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Na presença de sintomas indicativos de IST, é importante consultar o obstetra para que seja feito o diagnóstico e seja iniciado o tratamento mais adequado para evitar complicações. Além disso, é recomendado que a mulher realize os exames pré-natais, pois assim é possível descobrir de forma precoce a presença IST’s. Saiba mais sobre os exames do pré-natal.


10 IST’s na gravidez

As principais infecções sexualmente transmissíveis e que podem interferir na gravidez são:

1. Sífilis

A sífilis na gravidez pode ser transmitida para o bebê pela placenta e afetar o seu desenvolvimento, podendo provocar malformações no nariz, dentes, mandíbula, céu da boca, além de surdez, cegueira ou meningite, por exemplo.

Além disso, a sífilis na gravidez pode causar outras complicações como aborto espontâneo, baixo peso ao nascer ou morte do bebê após o nascimento.

Os principais sintomas de sífilis são o surgimento de feridas avermelhadas nos genitais, que desaparecem depois de algumas semanas e voltam a surgir nas palmas da mãos e e plantas dos pés. 

O que fazer: deve-se fazer o tratamento indicado pelo obstetra que geralmente inclui o uso de antibióticos na forma de injeção, como a penicilina. É importante seguir o tempo de tratamento orientado pelo médico. Além disso, o parceiro também deve ser tratado. Veja mais detalhes do tratamento da sífilis na gravidez.

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2. HIV

O HIV é uma infecção sexualmente transmissível que pode ser passada para o bebê durante a gestação, no momento do parto ou no aleitamento, especialmente se a mãe não receber o tratamento adequado durante a gravidez.

Os primeiros sintomas de infecção pelo HIV são febre baixa, dor de cabeça, cansaço excessivo, garganta inflamada e dor nas articulações, que podem surgir cerca de 2 a 4 semanas após a infecção. Saiba identificar todos os sintomas do HIV.

O que fazer: deve-se fazer exames que detectam a infecção pelo HIV,que geralmente fazem parte dos exames do primeiro pré-natal solicitados pelo obstetra.

Caso o resultado seja positivo, o tratamento é feito com remédios antirretrovirais, como tenofovir + lamivudina ou zidovudina + lamivudina, por exemplo, que diminuem a multiplicação do vírus no organismo, e diminuir as chances de transmissão para o bebê.

Leia também: Tratamento para HIV: quando começar, como é feito e remédios


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3. Gonorreia

A gonorreia na gravidez pode ser transmitida para o bebê e causar complicações como aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer, ruptura prematura das membranas ou corioamnionite, por exemplo.

Além disso, se não tratada adequadamente, a gonorreia pode ser transmitida para o bebê durante o parto, e causar cegueira, infecções no sangue ou nas articulações do bebê.

Na maior parte dos casos, essa doença não causa sintomas e por isso muitas vezes é descoberta apenas durante o pré-natal. No entanto, em algumas mulheres podem surgir sintomas, como dor ao urinar ou no baixo ventre e aumento do corrimento vaginal.

O que fazer: o tratamento deve ser feito com orientação do obstetra e é feito com o uso de antibióticos, como penicilina ou ceftriaxona, por exemplo, mesmo que não existam mais sintomas. Confira mais detalhes do tratamento da gonorreia na gravidez.

4. Clamídia

A clamídia é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, e durante a gravidez pode aumentar o risco de parto prematuro, ruptura das membranas ou baixo peso ao nascer.

Além disso, quando não tratada adequadamente, pode ser transmitida para o bebê durante o parto, e causar pneumonia ou conjuntivite no bebê.

Os principais sintomas que podem indicar infecção por clamídia são corrimento amarelado semelhante a pus, dor e ardor ao urinar, dor e sangramento durante o contato íntimo ou dor pélvica.

O que fazer: é importante seguir o tratamento indicado pelo obstetra, que normalmente é feito com o uso de antibióticos, como azitromicina ou doxiciclina. Entenda melhor como é feito o tratamento da clamídia na gravidez.

5. Herpes genital

A herpes genital na gravidez pode ser transmitida para o bebê durante o parto vaginal, podendo provocar a morte ou problemas neurológicos graves no bebê, sendo o risco maior se a gravida apresentar a infecção pela primeira vez no 3º trimestre.

Além disso, a herpes genital na gravidez também pode aumentar o risco de aborto espontâneo.

Os sintomas da herpes genital são feridas na região genital que são acompanhadas de ardência, formigamento, coceira e dor, e podem evoluir para pequenas úlceras.

O que fazer: deve-se fazer o tratamento indicado pelo obstetra com o uso de remédios antivirais, como aciclovir, pois evita a multiplicação do vírus, permitindo a cicatrização da pele, além de evitar controlar o aparecimento de outras bolhas e feridas e a transmissão para o bebê. Entenda como é feito o tratamento da herpes genital na gravidez.

6. Tricomoníase

A tricomoníase na gravidez pode aumentar o risco de parto prematuro ou baixo peso do bebê ao nascer.

Essa IST pode causar corrimento esverdeado ou amarelado com mau cheiro, vermelhidão na região genital, dor ao urinar, coceira e presença de pequenos sangramentos vaginais.

O que fazer: deve ir ao obstetra para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento com um antibiótico, como o metronidazol, por cerca de 3 a 7 dias. Veja como é feito o tratamento da tricomoníase

7. Cancro mole

O cancro mole é uma IST causada pela bactéria Haemophilus ducreyi levando ao surgimento de sintomas como feridas dolorosas na região genital, e no ânus, podendo ocorrer também o aparecimento de apenas uma úlcera mais profunda, sensíveis e com mal cheiro.

As feridas podem aparecer entre 4 a 10 dias após o contato com a bactéria. Veja outros sintomas do cancro mole.

O que fazer: deve-se consultar o obstetra para fazer exames e confirmar o diagnóstico e, assim, iniciar o tratamento mais adequado, que normalmente é feito com injeções ou comprimidos de antibióticos.

Leia também: 10 exames IST: quais são, o que detectam (e quando fazer)


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8. Donovanose

A donovanose também é conhecida como granuloma venéreo ou granuloma inguinal, e provoca o aparecimento de úlceras ou nódulos na região genital e anal que normalmente não causam dor, mas que pioram durante a gravidez.

O que fazer: na maior parte dos casos, a donovanose não causa prejuízos ao feto, mas deve ser tratada com antibióticos de acordo com a orientação do médico para não se disseminar para outras regiões do corpo.

9. Hepatites virais

As hepatites virais na gravidez, como hepatite A, B ou C, pode causar sintomas como náuseas, perda do apetite, dor abdominal, cansaço excessivo ou icterícia.

Geralmente, o vírus da hepatite não atravessa a placenta, não afetando o bebê. No entanto, no caso da hepatite B, o vírus pode passar para o bebê e causar hepatite crônica.

O que fazer: o tratamento deve ser orientado pelo obstetra, sendo que no caso da hepatite A normalmente é recomendado repouso, aumento da ingestão de líquidos, pois o próprio organismo é capaz de eliminar o vírus e curar da hepatite.

No entanto, nos casos de hepatite B ou C, o médico pode indicar o uso de remédios antivirais ou imunoglobulinas. Veja como é feito o tratamento da hepatite na gravidez.

10. HPV

O HPV na gravidez pode levar ao surgimento de verrugas genitais, podendo transmitir o vírus para o bebê durante o parto, aumentando o risco do bebê desenvolver verrugas na região oral, genital, ocular e laríngea.

O que fazer: durante a gestação, deve-se fazer os exames pré-natais, o que inclui o exame de papanicolau para verificar se existe infecção pelo HPV. Caso a grávida tenha verrugas genitais, o tratamento pode ser feito com aplicação de ácido tricloroacético pelo obstetra no consultório, ou ser indicada a eletrocauterização ou crioterapia. Saiba mais do tratamento do HPV na gravidez.

Fonte: clique aqui.
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