O presidente da Argentina, Javier Milei, determinou nesta quinta-feira (23) a suspensão do acesso de jornalistas credenciados à Casa Rosada, sede do governo argentino, em meio a uma investigação sobre suposta espionagem ilegal.

A decisão incluiu a desativação do sistema de identificação por impressão digital utilizado por profissionais da imprensa para entrada no local. Segundo o secretário de Comunicação e Imprensa, Javier Lanari, a medida tem caráter preventivo e foi adotada com base em alertas da Casa Militar sobre possíveis violações de segurança.

O episódio envolve dois jornalistas do canal Todo Noticias, Luciana Geuna e Ignacio Salerno, acusados pelo governo de registrar imagens de áreas internas da Casa Rosada sem autorização durante a produção do programa “Y mañana qué”. De acordo com Milei, a conduta configuraria quebra de normas de segurança e possível prática irregular.

Em manifestações públicas, o presidente elevou o tom contra os profissionais, acusando-os de corrupção e de uso indevido de mecanismos legais. Em suas redes sociais, também compartilhou conteúdos críticos à imprensa, reforçando um posicionamento recorrente de confronto com veículos de comunicação.

Paralelamente ao caso, o governo argentino informou que investiga a atuação de uma suposta rede internacional de espionagem ligada à Rússia. Segundo autoridades, o grupo teria financiado a disseminação de conteúdos críticos à gestão de Milei em plataformas digitais do país, com investimentos que ultrapassariam US$ 280 mil entre 2024.

A restrição de acesso à imprensa na Casa Rosada ocorre em um contexto de tensão entre o governo e setores da mídia, ampliando o debate sobre liberdade de imprensa e segurança institucional na Argentina. Até o momento, não há previsão para a normalização do credenciamento dos jornalistas no local.

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