O tabuleiro político do Baixo Sul baiano sofreu um abalo significativo nesta semana, a enfermeira Lorena Leite, nome de peso na região, anunciou oficialmente seu rompimento com o governo de Jerônimo Rodrigues (PT). A liderança agora integra as fileiras de apoio ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), consolidando uma importante baixa para o grupo governista no interior do estado.

Lorena, que disputou a prefeitura de Igrapiúna em 2024, saiu do pleito como uma figura de alta competitividade, ela perdeu a eleição por apenas 30 votos para o atual prefeito Manoel Ribeiro (Avante). O resultado apertado a transformou em uma peça estratégica para as articulações de 2026, agora direcionadas ao campo oposicionista.

Crise de alinhamento em Taperoá

O anúncio de Lorena não impacta apenas sua base em Igrapiúna, atualmente ela ocupa o cargo de secretária municipal de Saúde em Taperoá, sob a gestão da prefeita Kitty Guimarães (Avante). Como a prefeita mantém fidelidade ao Palácio de Ondina, a permanência de Lorena no secretariado tornou-se o centro de especulações e tensões nos bastidores da administração.

A avaliação política é de que a situação se tornou insustentável a médio prazo, uma vez que o Avante e o PT caminham juntos na Bahia. A permanência de uma secretária que declara apoio ao principal nome da oposição cria um cenário de “fogo amigo” difícil de gerenciar pela prefeita Kitty Guimarães.

Desgaste no PSD de Otto Alencar

Além do rompimento com o governador, Lorena sinalizou sua saída do PSD, legenda comandada pelo senador Otto Alencar. A perda de uma liderança com tal capilaridade eleitoral é vista como um revés para o partido, que busca manter o domínio no Baixo Sul para sustentar a base de apoio ao governo estadual e aos projetos federais do presidente Lula da Silva (PT).

Para ACM Neto, a adesão de Lorena representa o avanço da oposição em territórios antes controlados pela esquerda e pelo centro governista. O movimento reforça a tese de que o interior baiano está em franca disputa, com lideranças locais buscando novos ares diante do desgaste natural da gestão petista, que já acumula duas décadas no poder estadual.

O rompimento de Lorena Leite demonstra que o governo Jerônimo no interior está sendo ‘trocado’ por nomes que detêm votos e influência direta com os eleitores. Petistas temem que essa migração cause um efeito dominó entre outros secretários e prefeitos da região.

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