O Bahia terá mais uma vez o calendário como aliado para tentar superar a instabilidade técnica e de resultados na temporada 2026. Após o empate em 2 a 2 contra o São Paulo, o elenco tricolor terá, pelo segundo período consecutivo, uma semana inteira dedicada exclusivamente aos trabalhos no CT Evaristo de Macedo.
O objetivo central é utilizar os próximos cinco dias para estancar a sequência de gols sofridos e preparar a equipe para o duelo contra o Cruzeiro, no sábado (9), com a necessidade de voltar a vencer urgentemente após quatro partidas seguidas sem triunfos.
A repetição de erros individuais e de posicionamento tem sido o principal alvo das críticas internas, mas também externas por parte do próprio técnico Rogério Ceni.
Em entrevista coletiva, o comandante tricolor ponderou sobre os dois lados de ter mais tempo de trabalho: se por um lado o ganho tático e físico é positivo, por outro, a gestão do elenco torna-se um desafio maior pela menor quantidade de minutos para atletas do elenco.
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Ceni avalia mais uma semana livre no calendário do Bahia
Para o comandante tricolor, a semana cheia permite um aprofundamento em situações de jogo que o calendário apertado normalmente não permite. No entanto, Ceni também diz que a ausência de partidas no meio de semana dificulta a manutenção do ritmo para os atletas que não são titulares, o que exige um cuidado redobrado na gestão de pessoas.
“Ajuda muito na parte física. O que atrapalha é que você não consegue rotacionar o time. Você tem alguns jogadores que ficam com baixa minutagem, e isso atrapalha eles a entrar no ritmo dos titulares. Sempre tem alguém que fica com o rosto mais feio, que quer minutos, então é ruim para isso. Mas é melhor para você trabalhar situações de jogo diferentes. Administrar pessoas é sempre mais difícil quando você tem um jogo por semana”.
Apesar da dificuldade em deixar todos os jogadores satisfeitos com a minutagem, o treinador reforçou que o saldo é positivo para o desenvolvimento da equipe
“Mas é melhor ter o tempo para treinar, você consegue trabalhar mais coisas”, completou Ceni.
Foco na correção de erros dos últimos jogos
Com a agenda livre até o próximo sábado, a comissão técnica deve intensificar os trabalhos táticos para a correção de falhas individuais, mas também de posicionamento, no setor de defesa, com uma alta média de gols sofridos nos últimos jogos.
Além dos ajustes na retaguarda, o setor ofensivo continuará recebendo atenção especial, especialmente pelo baixo número de gols dos atacantes na temporada.
O Bahia tem como foco principal a quebra do jejum de quatro jogos sem triunfos para retomar o protagonismo no Brasileirão diante de sua torcida na Arena Fonte Nova.

