O ativista brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek foram libertados neste domingo 10, e deixaram o território de Israel após deportação.
A esposa do brasileiro, Lara Souza, confirmou à agência de notícias AFP que o ativista está no Cairo, no Egito, e declarou em uma breve mensagem que “estão muito aliviados” e “ansiosos” para vê-lo novamente. Ela que acredita que o marido retornará ao Brasil na segunda-feira.
Ávila e Keshek estavam detidos desde 30 de abril, quando um grupo de cerca de 180 integrantes da flotilha Global Sumud, que tentava chegar a Gaza, foi interceptado perto do litoral da Grécia.
A defesa afirma que o brasileiro e o palestino-espanhol foram vítimas de interrogatórios e tortura perante a justiça israelense após a detenção, quando foram levados para Israel. Os demais integrantes da flotilha foram levados para a Grécia e liberados ainda em abril.
“Desde o sequestro em águas internacionais até a detenção ilegal em isolamento total e os maus-tratos a que foram submetidos, as ações das autoridades israelenses foram um ataque punitivo contra uma missão puramente civil”, afirmaram os advogados.
Ao anunciar o fim das investigações e a libertação, o ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que Ávila e Keshek são “provocadores profissionais”.
O ministério não mencionou as acusações de “pertencimento a uma organização terrorista”, que levaram os dois ativistas a passar mais de 10 dias presos.
A flotilha, que inicialmente era formada por cerca de cinquenta embarcações, havia partido da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense de Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino devastado pela guerra.
A detenção de Ávila agravou a crise diplomática entre Brasil e Israel. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou a prisão como “injustificável”, e se junto ao governo da Espanha para exigir a libertação dos ativistas.
Com informações da AFP.
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