Após ser alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal em uma operação que investiga irregularidades no caso do Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que é alvo de pressão política e negou que pretende renunciar ao mandato.

O presidente do PP classificou a nova fase da operação como uma “tentativa de manchar” a sua honra pessoal. “Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim”, disse.

Nogueira ainda agradeceu as “manifestações de apoio e carinho” e afirmou que os “acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons”.

Agentes da PF foram às ruas na quinta-feira 7 no Piauí (estado de origem do senador), em São Paulo, em Minas Gerais e no Distrito Federal, em ação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

As investigações verificaram pagamentos mensais da ordem de 300 mil reais e outras ‘transações atípicas atribuídas à estrutura vinculada ao parlamentar’, segundo trecho da decisão.

O senador é apontado como destinatário central de vantagens indevidas, e teria usado o mandato parlamentar em favor dos interesses privados de Vorcaro, segundo a PF. Mendonça determinou o bloqueio de bens, direitos e valores que chegam a 18,85 milhõees de reais.

Em março, CartaCapital mostrou que mensagens interceptadas pela PF em telefone celular de Vorcaro indicavam que o banqueiro celebrou uma proposta de Ciro Nogueira que poderia ser benéfica para o Master, mas prejudicial para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Nas mensagens, Vorcaro chamava Ciro de “grande amigo”.

Créditos Autor: CartaCapital
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