A eliminação precoce na Copa do Brasil para o Remo serviu para acentuar uma estatística alarmante que acompanha o Bahia nas últimas semanas. O time comandado por Rogério Ceni completou seis partidas consecutivas sem conquistar um triunfo, período no qual a instabilidade do sistema defensivo se tornou o principal obstáculo.
Nos últimos seis confrontos, o Esquadrão foi vazado 13 vezes, mantendo uma média superior a dois gols sofridos por jogo.
O recorte negativo teve início na derrota para o Flamengo e se estendeu por duelos importantes em duas competições, incluindo partidas de ida e volta contra o Remo pela Copa do Brasil.
Em todos os seis jogos, o Bahia sofreu pelo menos dois gols. O time paraense foi o único que fez um gol a mais, com o triunfo por 3 a 1 na Arena Fonte Nova.
Ao todo, na temporada 2026, o Tricolor sofreu gols em 76% das partidas que disputou, somando 37 tentos contra a sua própria meta (média de 1,28 por jogo no ano) em 29 jogos.
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Desequilíbrio entre setores, queda técnica e emocional do Bahia
O técnico Rogério Ceni tem batido na tecla da fragilidade técnica e emocional do grupo. Segundo o treinador, a equipe precisa realizar um esforço muito maior para marcar do que os adversários necessitam para vazar a defesa tricolor.
“Tivemos totais condições de ficar na frente do placar. Criamos muito, mas não conseguimos efetuar os gols. E mais uma vez cedemos o gol de maneira fácil. A gente precisa de muita força para fazer gols no adversário, e eles não precisam disso para fazer gol na gente“, anlisou o treinador tricolor após nova derrota para o Remo.
A análise interna aponta que a pressão pela necessidade de voltar a vencer tem afetado a tomada de decisão dos atletas, resultando em um jejum que já dura 34 dias desde o último triunfo.
Últimos seis jogos do Bahia
Nas seis partidas sem vencer, o Tricolor sofreu 13 gols, com os seguintes placares:
- Remo 2x1 Bahia
- Bahia 1×2 Cruzeiro
- São Paulo 2×2 Bahia
- Bahia 2×2 Santos
- Bahia 1×3 Remo
- Flamengo 2×0 Bahia
Reflexo na tabela e foco na reabilitação
O impacto desse desempenho defensivo reflete diretamente na queda de aproveitamento no Brasileirão e na perda de receitas milionárias com as saídas precoces dos mata-matas.
Com um calendário agora reduzido a apenas 53 jogos oficiais no ano — uma queda brusca em relação aos 80 jogos de 2025 —, o Bahia terá semanas completas de treinamento para focar exclusivamente no ajuste tático e defensivo.
A comissão técnica terá de aproveitar o período até o próximo duelo para estancar a sangria de gols, buscando retomar a solidez que marcou os melhores momentos do time no começo da atual Série A, quando chegou a registrar três gols sofridos nas primeiras sete rodadas.

