Índice de Progresso Social 2026 avaliou o desempenho social e ambiental de todos os municípios brasileiros; média nacional atingiu 63,40 pontos
A cidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, obteve a primeira colocação no ranking de qualidade de vida do Brasil, segundo os dados do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026) divulgado nesta quarta-feira (20). Entre as capitais, Curitiba (PR) ocupa o topo da lista. O relatório, que avalia o desempenho social e ambiental de 5.570 municípios, apresenta uma média nacional de 63,40 pontos em uma escala de 0 a 100.
Gavião Peixoto alcançou a pontuação de 73,10, sendo seguida no ranking geral por Jundiaí (SP) e Osvaldo Cruz (SP). Veja as 10 primeiras cidades:
- Gavião Peixoto (SP) — 73,10
- Jundiaí (SP) — 71,80
- Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
- Pompéia (SP) — 71,76
- Curitiba (PR) — 71,29
- Nova Lima (MG) — 71,22
- Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
- Cornélio Procópio (PR) — 71,16
- Luzerna (SC) — 71,10
- Itupeva (SP) — 71,08
Importante frisar que o IPS Brasil considera o arquipélago de Fernando de Noronha (PE) como município no ranking, já que reúne os dados necessários para o cálculo do índice.
Capitais
No grupo das capitais, depois de Curitiba (71,29 pontos), aparecem Brasília (DF), São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG). Veja as 10 capitais com a melhor qualidade de vida:
- Curitiba (PR) – 71,29
- Brasília (DF) – 70,73
- São Paulo (SP) – 70,64
- Campo Grande (MS) – 69,77
- Belo Horizonte (MG) – 69,66
- Goiânia (GO) – 69,47
- Palmas (TO) – 68,91
- Florianópolis (SC) – 68,73
- João Pessoa (PB) – 67,73
- Cuiabá (MT) – 67,22
Na outra extremidade da lista, o município de Uiramutã (RR) registrou o desempenho mais baixo do país, com 42,44 pontos.
Metodologia
Diferente de indicadores que focam apenas em dados econômicos, o IPS Brasil mede resultados finalísticos divididos em três categorias principais: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. Para o cálculo de 2026, foram utilizados 57 indicadores de fontes públicas, como o DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas.
Entre os componentes avaliados, o Brasil apresentou seu melhor desempenho médio em “Moradia” (87,95) e “Acesso à Informação e Comunicação” (79,81). Por outro lado, os menores índices foram registrados em “Direitos Individuais” (39,14) e “Acesso à Educação Superior” (45,97).
Desempenho regional
O levantamento aponta que as regiões Sul e Sudeste concentram os municípios com as melhores pontuações. Em contrapartida, os estados que compõem a Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e o Maranhão – apresentaram resultados abaixo da média nacional em quase todos os componentes avaliados. O relatório destaca que a baixa performance nessa região é influenciada, principalmente, pela concentração de emissões de gases de efeito estufa e pelo desmatamento acumulado, que impactam o componente de Qualidade do Meio Ambiente.
A análise também reforça que o desenvolvimento econômico, isoladamente, não explica o progresso social. Segundo o documento, municípios com níveis semelhantes de Produto Interno Bruto (PIB) per capita apresentam resultados sociais distintos, o que aponta que a gestão pública e investimentos direcionados a áreas sociais e ambientais são determinantes para a qualidade de vida local.

