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A seleção da República Democrática do Congo precisará cumprir um isolamento de 21 dias antes de viajar para a disputa da Copa do Mundo. O diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para o Mundial afirmou, em entrevista à ESPN, que a delegação permanecerá isolada na Bélgica, onde já treinam.

“Deixamos bem claro para o Congo que eles devem manter a integridade da sua bolha por 21 dias antes de poderem vir a Houston. Também deixamos bem claro para o governo do Congo que eles precisam manter essa bolha ou correm o risco de não poderem viajar para os EUA. Queremos garantir que nada entre ou se aproxime de nossas fronteiras por causa disso”, disse Andrew Giuliani.

A Fifa, entidade máxima do futebol, acompanha de perto a situação. A entidade informou que mantém contato com a federação congolesa e com autoridades sanitárias dos Estados Unidos, México, Canadá e da OMS. Desse modo, a insitituição espera garantir a segurança dos envolvidos durante o torneio.

O surto de Ebola no país africano já causou 177 mortes e resultou em cerca de 750 casos suspeitos até o momento. De acordo com o diretor geral da OMS, não existe vacina ou tratamento para a cepa responsável pelo vírus, o Bundibugyo. Sendo assim, a expectativa é que haja uma solução em dois meses.

Nesta semana, o centro de controle de doenças dos EUA já impôs restrições que devem afetar torcedores da equipe congolesa de entrarem no país. A ordem pode impedir o acesso de pessoas que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias.

Posicionamento da FIFA

A crise de saúde colocou a Fifa em alerta. Em comunicado ao ge, a entidade se mostrou ciente do que vem acontecendo no país e está monitorando a situação junto à federação local.

“A Fifa está ciente e monitorando a situação relativa ao surto de Ebola e mantém contato próximo com a Federação de Futebol da República Democrática do Congo para garantir que a equipe esteja ciente de todas as orientações médicas e de segurança. A Fifa continua trabalhando com os governos dos três países-sede da Copa do Mundo FIFA 2026, incluindo o Departamento de Estado dos EUA, o CDC e o Departamento de Segurança Interna, a Secretaria de Saúde do México e a Agência de Saúde Pública do Canadá, bem como com a Organização Mundial da Saúde, para garantir um torneio seguro, pois a saúde de todos os envolvidos continua sendo a prioridade da Fifa”, diz a FIFA.

Apesar da gravidade da situação, a participação da República Democrática do Congo na Copa do Mundo não está em risco no momento. A equipe está no Grupo K do torneio, junto de Colômbia, Portugal e Uzbequistão e estreia contra o time de Cristiano Ronaldo no dia 17 de junho.

Créditos Autor: Redação
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