O Bahia sofreu mais uma derrota na temporada, alcançando a incômoda marca de oito jogos sem vencer incluindo jogos do Brasileirão e da Série A. O resultado negativo diante do Coritiba foi ainda mais doloroso por ter ocorrido de virada. Contudo, novamente com erros e um cenário já repetido no campeonato.
Em um primeiro sólido no Couto Pereira, o Esquadrão teve as primeiras chances de abrir o placar e conseguiu balançar as redes, mesmo que em um lance de “sorte” de Erick Pulga, contando com desvio na zaga.
Apesar da atuação impositiva em parte do primeiro tempo, a equipe desmoronou na segunda etapa com novas falhas individuais e coletivas que permitiram a virada em 19 minutos – com o placar ampliado pelo rival aos 22 minutos.
Leia mais: Bahia perde titular por suspensão, mas dois jogadores retornam contra o Botafogo
Bahia permite ao adversário três gols “fáceis”
Algo que tem virado rotina nos jogos do Bahia é a facilidade com que os adversários conseguem marcar seus gols mesmo com poucas chances, fato este que, inclusive, é relatado por Rogério Ceni em suas entrevistas.
“Mesmo assim controlamos bem o primeiro tempo e saímos vencendo. No segundo tempo começamos marcando bem, mas é o que eu digo, a gente cede os gols de maneira muito fácil”, comentou o treinador tricolor.
Dessa vez, o Bahia sofreu os três gols em erros cometidos ou de forma individual ou de maneira coletiva.
Gol de empate do Coritiba tem falha de posicionamento
No lance do gol que iniciou a reação do Coxa, Josué alçou uma bola para a grande área e encontrou Bruno Melo, entre dois defensores tricolores, em um momento de desatenção e mau posicionamento.
O lateral-esquerdo adversário, pouco incomodado pela defesa do Bahia, cabeceou firme para deixar o placar igualado.
Segundo gol do Coritiba: João Paulo e Kanu cometem falhas graves
Já no gol da virada, foram duas falhas individuais graves que permitiram a finalização de Lavega para virar o placar.
No início da jogada, um cruzamento feito pelo lado direito da defesa do Coritiba é mal cortado por Kanu, que cabeceia para trás na direção do gol. João Paulo, sem marcação próxima, falhou ao afastar a bola com soco para perto da grande área.
Dessa forma, o goleiro ofereceu uma segunda chance ao Coritiba de atacar a área do Bahia.
Na continuação do lance resultado pelas duas trapalhadas, a bola foi ruzada para a área e Kanu cabeceou para o chão; e no chão assistiu ao atacante rival marcar o gol.
Terceiro gol do Coritiba: erro de posicionamento no rebote e contra-ataque
Por fim, o terceiro gol do Coritiba foi ocasionado em um lance de cobrança de falta do Bahia, que não conseguiu finalizar o lance e permitiu um contra-ataque fulminante puxado por Breno Lopes, com três atacantes contra dois zagueiros, que pôde tabelar e chutar sem dificuldades.
Chama a atenção para o fato de o Bahia ter permitido que Acevedo fosse o único jogador no rebote perto da grande área adversária. Ao perder o lance, sem falta, a defesa ficou exposta com Ademir e Iago Borduchi sendo os jogadores mais recuados. Uma falha coletiva.
Bahia repete “apagão” contra o Remo em derrota para o Coritiba
O cenário dessa virada sofrida pelo Bahia remete à goleada por 4 a 1 sofrida diante do Remo, no mês de março.
Naquela ocasião, o Esquadrão abriu o marcador no primeiro tempo e levou uma virada em poucos minutos.
O empate aconteceu no último lance da primeira etapa, enquanto a virada e o terceiro gol do Remo aconteceram em 13 minutos de segundo tempo.
Cenário das duas partidas teve troca de goleiro por lesão
Outro fator que assemelha as duas partidas é a troca de goleiro antes do intervalo por questões físicas. Contra o Remo, Ronaldo foi substituído por luxação no cotovelo; já Léo Vieira sofreu uma entorse no joelho diante do Coritiba.
João Paulo foi o goleiro acionado por Rogério Ceni nas duas partidas e registrou sete gols sofridos contabilizando os dois jogos.
