Presidente do PSD afirma ser “difícil” falar sobre o tema em ano eleitoral e fala em “concentrar esforços” em Caiado
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que, “qualquer que seja o caso”, um “candidato sempre tem que se explicar”. A declaração foi feita a jornalistas no 14º Fórum de Lisboa, depois de ser questionado se a ligação do senador e pré-candidato ao Planalto pelo PL, Flávio Bolsonaro, com o caso Master, poderia ajudar Ronaldo Caiado (PSD).
Kassab afirmou ser “muito difícil falar” sobre outros pré-candidatos. “Eu sempre tomo muito cuidado, nós estamos em um processo eleitoral. Eu digo que nós temos que concentrar nossos esforços, nossas energias, em mostrar as qualidades do nosso candidato”, disse. “Um candidato que não tem problemas, um candidato que tem, ao longo de 40 anos da vida pública, uma série de legados que deixou por onde passou, seja como deputado federal, seja como senador, como governador recentemente”, declarou.
ELEIÇÕES
Ao ser questionado sobre como fica a ponte do partido com o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Kassab respondeu: “Nossa ponte é com o eleitor e essa ponte leva a um único caminho, que é a candidatura do Ronaldo Caiado”.
Kassab também falou sobre a possibilidade de integrar a chapa de Caiado como vice. Declarou que, agora, “a prioridade é fortalecer a candidatura” do ex-governador: “As pesquisas estão colocando-o cada vez mais em uma posição importante. A campanha dele começou faz 3 semanas apenas. Há 10 dias estamos estruturados com equipe de comunicação”.
14º FÓRUM DE LISBOA
O tema do Fórum de Lisboa deste ano é “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. Todos os debates serão realizados de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa.
O evento terá a presença de nomes como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Aloízio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O número total de participantes no Fórum de Lisboa aumentou de 360 em 2025 para 450 em 2026. É um recorde para o evento. Mas o total de autoridades brasileiras caiu com relação ao ano passado –a única exceção é no Legislativo, que terá 2 congressistas a mais neste ano. A mudança de embocadura do tema central do encontro, mais globalizado, é a razão de haver mais palestrantes de outros países e não apenas do Brasil e de Portugal.
O 14º Fórum de Lisboa recebeu o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, dada pelo presidente português a iniciativas, eventos, congressos, projetos ou comemorações que são considerados de especial interesse público, relevância cívica, cultural, científica, social ou econômica para Portugal.
Não se trata de conceder financiamento ou apoio material. É uma chancela de reconhecimento e prestígio institucional.
A distinção, segundo a organização do evento, “reconhece a relevância institucional, acadêmica e cívica do evento, bem como sua contribuição para o fortalecimento do debate democrático e para a reflexão sobre os desafios contemporâneos enfrentados por Portugal, pelo Brasil e pela comunidade internacional”.
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