Na manhã de domingo, horas após a conquista da Copa do Nordeste, o presidente Fábio Mota se envolveu em uma confusão com torcedores do Bahia na orla de Salvador. O dirigente foi hostilizados por torcedores que participavam da “Corrida da Bamor”, na Avenida Octávio Mangabeira, nas proximidades da praia do Jardim de Alah, em Salvador.
No vídeo que circulou nas redes sociais, Fábio Mota recebeu um banho de cerveja e foi xingado. Ele discutiu com os torcedores e houve um princípio de tumulto no local, mas apesar da tensão, não houve registro de agressões físicas. Em entrevista ao canal “Resenha do Leão”, o mandatário comentou sobre o caso, chamou os torcedores de covardes e afirmou que já tomou as providências.
“Como eu faço, desde os meus 14 anos, fui fazer minha corrida na orla. A gente faz isso todo domingo, eu fui com a camisa do hexacampeonato. Se eu tenho que comemorar, tem que ser na rua, não dentro de casa. Tenho direito, sou torcedor. Lamentável o que aconteceu. Não quero generalizar a torcida do adversário, três ou quatro pessoas. Estavam bebendo, de forma covarde, eu não sou obrigado a ter sangue de barata.
Sei da minha responsabilidade no clube, não sou de provocar, sempre tiver boa relação com todo mundo, mas tem coisas na vida que não pode ficar calado. Nunca peguei violência, sou uma das pessoas que sempre defendi torcida mista no clássico. Isso é um atraso. O Brasil todo tem isso, só na Bahia que não tem. Não vi motivo, agressão gratuita, poderia ser comigo, com o presidente do Bahia. Não foi a torcida do Bahia, três ou quatro caras que passam do limite”.
“As pessoas já foram identificadas, já tomei as providências, mandei para as autoridades competentes. Não fui afrontar ninguém, fui caminhar com a camisa do hexacampeonato. A rua é pública, fui comemorar na rua. Eu não sabia que estava tendo a corrida dos caras lá, eu caminho todo domingo lá. Quando cheguei, tava tudo tranquilo, e quando voltei para pegar meu carro, tava tumulto. Quando passei, levei empurrão e um copo de cerveja na cabeça. Covardes. Não foi agressão física, mas não deixa de ser uma agressão”.

