O plenário do Tribunal Superior Eleitoral vai analisar, nesta terça-feira 9, a decisão do ministro Kassio Nunes Marques que proibiu o instituto AtlasIntel de continuar a divulgar sua mais recente pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República.

Kassio acolheu nesta segunda-feira 8 um pedido liminar do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) para barrar a pesquisa, publicada em 19 de maio. O levantamento apontou uma queda de sete pontos percentuais nas intenções de voto do senador em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT).

Flávio alegou que a sondagem, ao apresentar perguntas sobre o escândalo do Master e os áudios entre o senador e o então dono do banco, Daniel Vorcaro, teria influenciado artificialmente os entrevistados. O AtlasIntel incluiu na pesquisa — depois das respostas sobre as intenções de voto — a gravação do diálogo entre Flávio e Vorcaro.

Segundo Kassio, há evidências de “possível comprometimento da neutralidade metodológica do questionário registrado perante a Justiça Eleitoral”.

Uma das principais reclamações do campo bolsonarista recai sobre o fato de o AtlasIntel ter incluído na pesquisa a reprodução do áudio da conversa entre Flávio e Vorcaro.

Em 19 de maio, o  chefe de Risco Político e Análise Política do instituto, Yuri Sanches, explicouCartaCapital que os entrevistados só tiveram contato com a gravação na fase final do levantamento, após a conclusão do questionário — ou seja, depois de responder a perguntas sobre a avaliação do governo , a intenção de voto e a rejeição dos pré-candidatos, por exemplo.

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