O ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes comunicou a seus pares, nesta quinta-feira 11, que antecipará sua aposentadoria da Corte para o final deste ano. A informação foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada por CartaCapital.
Vital do Rêgo, atual presidente do tribunal, enviou nesta tarde uma carta ao chefe da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informando a decisão do colega.
Segundo o documento, ao qual a reportagem também teve acesso, Nardes apresentou o pedido “em caráter irrevogável e irretratável, de sua aposentadoria” em 10 de dezembro, cerca de 10 meses antes de o ministro completar 75 anos, idade em que precisar deixar o tribunal.
O comunicado, escreveu Vital, tem o objetivo de permitir à Câmara planejar a sucessão, uma vez que a vaga pertence à cota dos deputados federais. Na prática, abre-se caminho para que os parlamentares comecem a se articular na corrida por apoios para a cadeira. PP e União Brasil, por exemplo, estão de olhos no posto.
A saída antecipada de Nardes do TCU já era ventilada nos bastidores de Brasília. Essa possibilidade ganhou força nos últimos meses, diante da possibilidade de o ministro disputar as eleições de outubro pelo PL no Rio Grande do Sul ou no Distrito Federal. O ex-deputado, contudo, recuou e apoiará a filha na busca por uma cadeira na Câmara Distrital do DF.
Ex-Arena (partido que deu sustentação à ditadura), o hoje ministro do TCU chegou ao cargo em 2005, após renunciar ao seu terceiro mandato como deputado federal pelo RS — à época, ele estava filiado ao PP. Na Corte, relatou o processo que abriu caminho para o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2015.
Em novembro de 2022, áudios divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo revelaram que Nardes manifestou apoio aos atos golpistas após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais.
Créditos Autor: Wendal Carmo
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