A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, tem participado dos preparativos para a campanha presidencial de 2026, atuando nos bastidores da articulação política e da elaboração programática do PT.
Segundo relatos de lideranças do partido ouvidos por CartaCapital, Janja mantém diálogo frequente com segmentos petistas, especialmente os ligados às mulheres, e tem participado de interlocuções com grupos evangélicos, considerados estratégicos para a disputa eleitoral. Além disso, despacha regularmente da sede do PT, em Brasília, e contribui nas discussões sobre o programa de governo que será apresentado por Lula.
A primeira-dama começou a participar de encontros com mulheres evangélicas no ano passado, segmento que representa quase um terço da população brasileira. A estratégia de aproximação já rendeu um embate público com o pastor Silas Malafaia.
Em agosto, após Janja se reunir com mulheres de uma igreja em Ceilândia (DF), o líder religioso afirmou “dar risada” dos encontros e disse que as participantes não tinham “um pingo de expressão no mundo evangélico”.
A resposta veio no início deste mês, durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, na capital federal. “Insignificante é ele, porque toda mulher pra mim é importante, não importa se eu fiz uma reunião com duas, com três, com duzentas ou com mil”, rebateu.
Pessoas próximas ao presidente afirmam que a primeira-dama terá liberdade para definir o grau de sua participação na campanha. Por ora, no entanto, não há definições sobre uma eventual exposição de Janja na propaganda eleitoral, por exemplo, e sua atuação tem sido descrita internamente como eminentemente “organizativa”.
A avaliação é que a socióloga possui capacidade de diálogo com segmentos específicos do eleitorado, especialmente em pautas relacionadas aos direitos das mulheres, crianças e adolescentes e proteção animal, temas nos quais sua presença é vista como um ativo importante para a campanha do marido.
Créditos Autor: Wendal Carmo
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