Valor passou de R$ 3.924,04 em 2023 para R$ 3.932,45 em 2024, segundo dados do IBGE
Em termos reais, o salário médio mensal pago em 2024 pelas empresas brasileiras cresceu 0,2% ante 2023. Foi de R$ 3.924,04 para R$ 3.932,45. Esse valor equivale a aproximadamente 2,8 vezes o salário mínimo, que é de R$ 1.621,00. Os dados constam na Cempre (Estatísticas do Cadastro Central de Empresas), divulgada pelo IBGE nesta 5ª feira (25.jun.2026). No total, a massa salarial (salários e outras remunerações) paga no país somou R$ 2,8 trilhões.
Os maiores salários médios foram pagos pela seção de “organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais” (R$ 9.678,61), seguida por “eletricidade e gás” (R$ 8.539,07) e “atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados” (R$ 8.430,55). Eis a íntegra (PDF – 15 MB)
Na outra ponta, os menores valores médios foram registrados em “alojamento e alimentação” (R$ 2.080,17), “atividades administrativas e serviços complementares” (R$ 2.392,97) e “outras atividades de serviços” (R$ 2.656,39).
PERFIL DE EMPRESAS E PESSOAL OCUPADO
O Brasil contabilizou, em 31 de dezembro de 2024, 10,6 milhões de empresas e organizações formais ativas, um aumento de 5,8% frente a 2023. Essas entidades ocupavam 68,0 milhões de pessoas, das quais 54,2 milhões (79,7%) eram assalariadas.
A estrutura empresarial brasileira segue concentrada em pequenos negócios:
Apesar de serem numericamente poucas, as grandes empresas (com 250 pessoas ou mais) concentram 69,0% do total de salários pagos no país e pagam a maior média salarial: R$ 4.913,27. Esse valor é 132,2% superior ao pago por empresas de menor porte (até 9 pessoas), que registram média de R$ 2.116,21.
DESIGUALDADES NO MERCADO DE TRABALHO
Os dados também revelam disparidades persistentes:
- gênero – homens receberam, em média, R$ 4.206,00, enquanto as mulheres receberam R$ 3.608,04, uma diferença salarial de 16,6%;
- escolaridade – profissionais com nível superior ganharam, em média, R$ 7.776,59, valor quase 3 vezes superior aos R$ 2.742,41 recebidos por aqueles sem graduação;
- regional – a região Sudeste continua sendo o motor econômico do Brasil, concentrando 51,4% das unidades locais e 48,2% do pessoal assalariado do país.
No recorte por estados, o Distrito Federal registrou o maior salário médio (4,1 salários mínimos), enquanto Alagoas teve o menor (2,0 salários mínimos). Eis um infográfico dos salários por localidade:
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