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O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos, criticou a decisão da Prefeitura de Salvador de rescindir o contrato das obras da Escola Municipal do Curralinho, no bairro do Stiep. A unidade, anunciada em 2021 para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teve a obra cancelada após mais de R$ 12,5 milhões em recursos públicos terem sido destinados ao projeto, sem que a escola fosse entregue à população.

Pai atípico e professor, Augusto classificou a situação como um desrespeito às famílias e criticou a aplicação dos recursos públicos. “Estou revoltado. Como pai atípico e como professor, recebo essa notícia com muita indignação. A Prefeitura rescindiu o contrato da obra voltada para crianças com autismo. Era uma escola prometida desde 2022 e, depois de tanto tempo, tendo pago milhões de reais, agora pede o dinheiro de volta e constata que a obra não foi adiante. É um escárnio com o dinheiro público”, afirmou.

O secretário também relacionou o cancelamento da obra a outros problemas na rede municipal de ensino. “Na mesma semana em que essa notícia vem à tona, a Prefeitura fecha mais uma escola, agora no Rio Sena. Ao mesmo tempo, basta visitar as escolas da rede municipal para constatar a ausência de auxiliares de desenvolvimento infantil, profissionais fundamentais para garantir a inclusão de estudantes com deficiência e neurodivergência. É lamentável o que estão fazendo com a educação de Salvador.”

Ao comparar as ações dos governos municipal e estadual, Augusto afirmou que a gestão estadual tem ampliado investimentos na educação pública. “Enquanto isso, o Governo do Estado segue inaugurando novas escolas de tempo integral, com laboratórios, bibliotecas equipadas, teatro, piscina, quadras e campos de grama sintética. São investimentos que fortalecem a aprendizagem, melhoram as condições de ensino e ajudam a elevar os indicadores educacionais.”

O secretário defendeu que a educação seja tratada como prioridade e afirmou que a população mais vulnerável é a principal prejudicada pela falta de planejamento da gestão municipal. “A educação precisa ser tratada com seriedade, eficiência e qualidade. Infelizmente, a Prefeitura de Salvador tem virado as costas justamente para as crianças mais pobres, para aquelas que mais precisam do poder público.”

Créditos Autor: Notícias da Bahia
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