Von der Leyen diz que medida cumpre acordo com Trump e trará mais previsibilidade a empresas e consumidores

A União Europeia passou a retirar, nesta 4ª feira (1º.jul.2026), tarifas de importação sobre produtos industriais dos Estados Unidos. A medida foi anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que classificou a decisão como uma “boa notícia” para o comércio transatlântico.

Segundo Von der Leyen, o fim das taxas representa “mais previsibilidade, mais escolha e melhores preços” para empresas e consumidores europeus. A presidente da Comissão afirmou que a medida cumpre um compromisso firmado na declaração conjunta entre UE e EUA.

“A relação transatlântica continua sendo a mais valiosa do mundo. Vamos continuar a construir sobre ela”, escreveu Von der Leyen em publicação nas redes sociais.

A eliminação das tarifas faz parte do acordo comercial fechado em 2025 entre a União Europeia e o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), em Turnberry, na Escócia. Pelo entendimento, o bloco europeu aceitou retirar tarifas sobre produtos industriais norte-americanos e conceder acesso preferencial a produtos agrícolas dos EUA.

Em contrapartida, Washington manteve tarifas de 15% sobre a maior parte dos produtos europeus. O acordo foi apresentado pelas partes como uma forma de reduzir as tensões comerciais entre os 2 maiores parceiros econômicos do mundo.

O Parlamento Europeu aprovou em 16 de junho a redução das tarifas sobre produtos dos EUA. A votação foi uma etapa necessária para que o bloco cumprisse sua parte no acordo.

Eis os principais pontos do entendimento:

  • a UE elimina tarifas sobre produtos industriais norte-americanos;
  • produtos agrícolas dos EUA passam a ter acesso preferencial ao mercado europeu;
  • os EUA mantêm tarifa de 15% sobre a maior parte dos bens europeus;
  • a legislação europeia busca evitar uma nova disputa tarifária com Washington.

A aprovação veio depois de pressões de Trump. O republicano havia ameaçado impor tarifas “muito mais altas” caso a União Europeia não adotasse as medidas até 4 de julho.


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