O Esporte Clube Bahia segue no mercado em busca de jogadores para suprir as carências do elenco, e o diretor de futebol Cadu Santoro definiu qual o perfil de reforços que a diretoria está buscando. De acordo com ele, a ideia é sempre trazer atletas mais jovens para fazer um investimento e ter retorno financeiro, no entanto, também pode contratar jogadores experientes que estão livres no mercado.

“A gente tem um perfil muito claro de contratações, temos atletas muitas vezes jovens que a gente faz um investimento e espera um retorno financeiro. A gente tem atletas mais experientes que muitas vezes chegam livre. Existe uma diretriz, uma linha clara. A gente não vai fazer movimentos completamente fora dessa lógica”, disse Cadu Santoro.

Ele também falou sobre mapear jogadores de outras ligas. “Muita se fala do scout do Grupo City, mas foi o scout do Bahia que viu os jogadores. Crescemos nossa operação desde que eu cheguei aqui, minha formação no futebol vem do scout. Hoje a gente tem, além dos profissionais que viajam, uma equipe de vídeo que acompanha diversos mercados. A Segunda Divisão da Espanha foi um mercado identificado como possibilidade de bons negócios. A gente discutiu os nomes com o Rogério e ele também colocou o Marco como primeiro da lista. Tinha uma cláusula de saída e pagamos abaixo do valor em um jogador formado no Atlético de Madrid, com perfil de liderança, foi capitão”.

Santoro afirmou que também olha o mercado africano e outros menores. “A gente tem a vantagem de estar no Grupo City, com uma grande troca de informação. Falar com scout do Uruguai, da França. O próprio grupo faz um trabalho voltado para a África, um local que os próprios clubes brasileiros estão buscando. Eu tive o prazer e a sorte de, no primeiro ano do Guardiola, ouvir ele em uma reunião. Ele tem uma frase que diz que é fácil contratar o jogador que todo mundo está vendo, o difícil é contratar o que ninguém está vendo e contextualizar se ele vai dar certo em sua liga. Temos o exemplo do Chávez, que a gente tinha total convicção que ele chegaria e iria performar. Talvez naquele momento a gente não estava pronto para ter um jogador equatoriano, para entender as dificuldades dele”.

 





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