Alvo de operação, tem mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram e ostenta viagens de luxo com a família nas redes sociais
O advogado Nelson Wilians foi um dos alvos da operação Distrato, deflagrada nesta 4ª feira (15.jul.2026), que investiga um esquema de comercialização fraudulenta de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, ele costuma compartilhar a rotina de palestras e viagens de luxo com a família.
Wilians nasceu em Cianorte (PR) e é formado em Direito pela ITE (Instituição Toledo de Ensino), em Bauru (SP). É fundador e CEO do escritório Nelson Wilians Advogados, um dos maiores da advocacia empresarial no Brasil e na América Latina em número de profissionais e presença nacional.
É casado com a advogada Anne Wilians e pai de 4 filhos. Ela é sócia do escritório e também foi alvo da operação desta 4ª feira (15.jul.2026).
O advogado também é um dos principais patrocinadores do piloto de automobilismo Paulo De’ Carli. Tem registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e mais de 10 armas.
Em setembro de 2025, Wilians foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Na ocasião, agentes apreenderam em sua residência esculturas eróticas, uma arma e carros de luxo, entre eles uma Ferrari e um Porsche.
Wilians já estampou a capa da revista Forbes e atuou na defesa de Rose Miriam, mãe dos filhos de Gugu Liberato, na disputa judicial pela herança do apresentador.
O esquema
Segundo as investigações, escritórios de advocacia e consultorias ofereciam a empresas de São Paulo créditos tributários de ICMS com deságio. Os créditos eram apresentados como parte de planejamentos tributários regulares e supostamente autorizados pela Receita Federal. Com isso, as empresas deixavam de recolher integralmente o imposto devido ao Estado.
O esquema também usava empresas de fachada para emitir notas fiscais e simular a origem de créditos tributários inexistentes. Esses créditos eram lançados na escrituração fiscal das empresas contratantes para reduzir irregularmente o valor do ICMS devido.
O Cira-SP, responsável pela operação, é formado pela Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento), pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e pela PGE-SP (Procuradoria Geral do Estado). As polícias Civil e Militar deram apoio à ação.
Em nota, o escritório Nelson Wilians Advogados afirmou que “recebeu o cumprimento da medida de busca e apreensão com serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo, mantendo-se à disposição das autoridades competentes e atuando de forma proativa para o completo esclarecimento dos fatos”.
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