Além do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a esposa dele, Heloísa Bolsonaro, e os dois filhos do casal, Geórgia e Jair Henrique, também receberam o green card, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos. As autorizações foram emitidas no início de julho, ampliando a permanência da família no país norte-americano.
A informação sobre a concessão dos documentos à família foi divulgada pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, após a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, revelar que Eduardo Bolsonaro também havia obtido a residência permanente concedida pelo governo dos Estados Unidos.
O green card permite que cidadãos estrangeiros vivam, trabalhem e estudem nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem necessidade de visto de residência. Após cinco anos como residente permanente, o beneficiário pode solicitar a cidadania norte-americana, desde que cumpra os requisitos previstos na legislação de imigração dos EUA.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Segundo ele, a mudança ocorreu em meio às investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Reuters, o ex-parlamentar afirmou que iniciou o processo para obtenção do green card cerca de um ano antes da concessão e declarou que a autorização foi concedida na categoria EB-1A, destinada a pessoas com habilidades extraordinárias.
Em junho deste ano, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A decisão também determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e a inelegibilidade por oito anos após o cumprimento da pena. A defesa ainda pode recorrer da decisão.
Ao comentar a obtenção da residência permanente, Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende permanecer nos Estados Unidos e condicionou um eventual retorno ao Brasil se seu irmão Flávio seja eleito presidente.
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