Participando da 32ª edição do “Grito dos excluídos”, durante o desfile de 7 de Setembro em Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) destacou a importância do movimento, por defender pautas que vão além da defesa da soberania nacional – tradicionalmente celebrada durante os 204 anos da Independência do Brasil.
Irmã do governador Jerônimo Rodrigues, Marta lembrou que acompanha o Grito dos excluídos desde seu início, quando o movimento reunia poucas pessoas na Praça da Piedade, no centro de Salvador.
“Nós sempre estivemos nas ruas. Hoje eu já fui na saída das fanfarras da escola ali do Duque de Caxias, da Graça, e depois venho para aqui que é aquele que eu considero pontual. Eu participei do primeiro grito que não tinha trio, não tinha nada. Foi na Praça da Piedade, tinha mais ou menos umas 20 pessoas. Nós fizemos uma roda ali e fizemos um grito coletivo. E hoje a gente vê a dimensão que tomou”, contou a vereadora, em entrevista ao portal A Tarde.
O Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1995, durante a 2ª Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Naquele ano, a iniciativa foi realizada em 170 localidades do país, com o lema “A vida em primeiro lugar”, propondo a abertura de espaços para a manifestação daqueles que historicamente têm sua voz silenciada.
Neste ano, o movimento traz como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A mobilização reforça a defesa da justiça socioambiental e o chamado à participação popular na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e comprometida com a dignidade humana.
“As pessoas vêm pra rua para além do sete de setembro da soberania. É pra gente falar: só vai ter soberania se a gente tiver democracia, se a gente tiver a educação pública afrorreferenciada, como o governo do estado vem fazendo, ampliar e avançar muito mais na saúde, que as nossas terras raras, os nossos minerais permaneçam também nas mãos daqueles e daquelas que sabem conduzir pra gente atingir a nossa soberania”, reafirmou Marta.
“Então a gente tá na rua para falar sobre isso, sobre a vida das mulheres, a vida dos LGBTs, a vida das nossas crianças e adolescentes e principalmente do povo negro. Em Salvador, quando a gente fala do povo negro, dessa Roma negra, é porque a maioria é daqui”, concluiu.
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