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A Avenida 28 de Setembro, no Centro de Camaçari, foi tomada por cores, música, alegria e a participação da comunidade nesta segunda-feira (28), durante o tradicional desfile cívico em comemoração aos 268 anos de emancipação política do município. Reunindo estudantes, educadores, grupos culturais, bandas, fanfarras e instituições, o evento transformou as ruas em um grande espaço de celebração da história, da educação e da identidade camaçariense.
Realizado pela Prefeitura de Camaçari, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), o desfile marcou a culminância da programação cívica alusiva à data magna do município, que também contemplou os distritos de Monte Gordo e Abrantes.
Durante o evento desta segunda-feira, o prefeito Luiz Caetano destacou a importância da celebração dos 268 anos de emancipação política e da participação da comunidade em um momento que valoriza a história, a educação e a diversidade de Camaçari.
“Aqui comemoramos toda a nossa tradição, a nossa história. Camaçari sempre foi um município muito forte, que sempre brilhou, inclusive na luta pela Independência do Brasil no 2 de Julho, que teve participação dos nossos povos. E agora estamos em um momento de retomada do nosso município, com a consolidação do Polo Industrial, o que gera mais emprego e renda pro povo. Estamos reestruturando e reorganizando toda a cidade, com obras de infraestrutura, a volta da Cidade do Saber, fomento às manifestações culturais, entregas na área da educação, investimentos em saúde, transporte público, a qualificação do estádio municipal que a gente fechou a parceria, enfim. Tudo isso é motivo para comemorarmos aqui neste desfile, juntos na avenida, fazenda uma belíssima festa com o povo de Camaçari”, celebrou o prefeito.
A programação deste ano trouxe como novidade a presença de carros alegóricos, que abordaram subtemas relacionados ao tema central “Camaçari Educadora: Comunicação e colaboração. Potências que conectam os saberes dos territórios”. A proposta ganhou vida por meio de alas, fantasias, adereços, cartazes e apresentações.
Antes da passagem das unidades de ensino, a programação teve início com a cerimônia de hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Camaçari. O momento foi acompanhado pela execução dos hinos, realizada pela Filarmônica 28 de Setembro, dando o tom solene à abertura de uma manhã de celebração e pertencimento.
Para o titular da Seduc, Márcio Neves, o desfile representa, especialmente, uma oportunidade de apresentar à população o trabalho desenvolvido nas escolas e de fortalecer a integração.
“O que trazemos ao falar sobre conectividade, comunicação, territorialidade, é entendermos que Camaçari é uma cidade que recebe gente do mundo inteiro, mas que não perde a sua essência local, dos seus valores do mar, da zona rural, do campo, do centro, do Polo Industrial. Tudo isso se conecta dentro da temática pedagógica que estabelecemos para poder avançar do ponto de vista de promover novos olhares, mas sem perder a essência do seu passado”, pontuou o secretário.
Com o avanço da programação, as unidades de ensino deram cor e movimento à Avenida 28 de Setembro. Estudantes desfilaram em alas organizadas a partir de temáticas trabalhadas nas salas de aula, compartilhando conhecimentos e reflexões com o público e unindo aprendizado, criatividade e expressão coletiva.
Entre os estudantes que participaram, a pequena Débora Viana, 5 anos, aluna da Creche Esperança II, falou sobre a experiência de estrear nos desfiles cívicos. “É a primeira vez que participo e achei legal, principalmente ver as pessoas assistindo”, contou a garota, que no evento estava como porta-bandeira de Camaçari. A unidade de ensino apresentou como subtema “Phoc III: Nosso Território, Nossa História”.
Já a Escola Municipal Luís Pereira Costa abordou o subtema “As raízes de Luriel: uma Aventura Agroecológica”. A estudante Fabiana Pereira, 11 anos, estava animada especialmente por representar uma temática que considera importante.
“Muito legal poder estar aqui representando a cidade e mostrando a todos sobre como a agroecologia é importante. É um jeito de plantar sem nenhum veneno para quando a gente crescer, não se sentir mal”, afirmou a aluna, que também desfilou pela primeira vez.
Ainda participaram as escolas municipais Professora Maria José de Mattos da Conceição, com o subtema “Educação que Nasce do Território nos Saberes da Cultura, Arte e Tradições”, e Edivaldo Machado Boaventura, abordando “Territórios e Saberes de Camaçari”.
Se a criatividade e o colorido marcaram a passagem das escolas, o ritmo das bandas e fanfarras trouxe ainda mais animação para o percurso. Com instrumentos, coreografias e apresentações que mobilizaram o público, os grupos musicais contribuíram para a atmosfera festiva que caracteriza o desfile cívico de Camaçari.
Para os integrantes, a participação no desfile representa a oportunidade de compartilhar música, disciplina e expressão artística com a população. Marlene Santiago, 32 anos, integra a Fanfarra Estudantil de Parafuso (Fanesp) há 17 anos e falou sobre o sentimento de fazer parte da celebração dos 268 anos do município.
“Cada desfile que participamos é muito satisfatório, principalmente para celebrar o aniversário da cidade. Ensaiamos bastante, nos dedicamos para fazer bonito e representar o nosso município”, frisou ela, que compõe o corpo coreográfico da agremiação.
Participaram ainda as bandas marciais do Centro Educacional Municipal de Camaçari (Bamcemc) e Joana Angélica (Bamaja), as fanfarras Estudantil de Camaçari (Fanesc), Municipal Popular de Vila de Abrantes (Fampa) e Popular de Parafuso (Fanpop). A programação também contou com a Banda Municipal de Camaçari (Bamuca), a Orquestra de Metais e Percussão da Bahia (OMPB) e a Charanga Big Bang.
A celebração da história de Camaçari também passou pelas manifestações populares, que levaram ao desfile elementos da ancestralidade e das raízes culturais presentes no município. Entre cores, música e expressões coletivas, os grupos culturais contribuíram para ampliar a diversidade da programação e manter vivas práticas transmitidas entre gerações, evidenciando a presença da cultura popular como parte da identidade de Camaçari.
Para Laudelino Brandão, 82 anos, o Mestre Careca, do grupo Boi Estrela de Barra do Jacuípe, ter as manifestações populares representadas no evento ajuda a manter viva a tradição. “São 29 anos de grupo. Para a gente, participar da celebração do aniversário de Camaçari é algo que nos dá prazer. Podemos levar para as ruas, principalmente mostrando as crianças a nossa cultura, motivá-las para que essa tradição não se acabe”.
Também estiveram presentes os grupos Burrinha Preciosa, Charanga Tropicana, Raízes Dessa Terra, Ubuntu, Camará, Capoeira Filhas do Vento, Capoeira Filhos de Maré e Berimbau Arte.
A avenida teve espaço ainda para os alunos da Cidade do Saber, importante equipamento gerido pela Secretaria de Cultura (Secult) que une arte, esporte, educação e tecnologia. Em diferentes alas, educandos de variadas modalidades apresentaram performances demonstrando aprendizados desenvolvidos nas aulas.
Kerolly Queiroz, 20 anos, aluna de dança contemporânea e de teatro estava, literalmente, representando a Cidade do Saber, trajando fantasia e à frente do carro alegórico que remetia ao prédio do complexo onde acontecem os cursos.
“O sentimento é de orgulho e emoção. Fico feliz de representar a Cidade do Saber, que é um equipamento muito importante. Foi através dele que me tornei apaixonada pela arte”, relatou a estudante universitária, que mora no bairro Dois de Julho.
Ao longo da Avenida 28 de Setembro, moradores e visitantes acompanharam as apresentações, registraram os momentos e participaram da atmosfera de festa que tomou conta do Centro.
Para a operadora de produção Andrea Batista, 45 anos, que acompanhou a programação ao lado da filha, Bia Batista 10 anos, o desfile representa a manutenção e a valorização das raízes e da cultura da cidade.
“Venho todos os anos e faço questão de trazer minha filha para prestigiar a nossa cultura e a nossa tradição. Assim, já criando nela também este sentimento”, afirmou a moradora do bairro Alto da Cruz.
Para o motorista Antônio Bacelar, 71 anos, residente da Gleba E, assistir ao desfile de 28 de Setembro também é uma tradição importante. Ao lado da esposa, filhos e do neto, ele ressaltou a manutenção de uma espécie de legado camaçariense, que une as pessoas ao emanar o sentido de pertencimento.
“Quando eu era pequeno, meus pais me levavam para assistir ao desfile. Depois, passei a levar minha filha para desfilar. Agora venho com minha família para poder prestigiar. Gosto muito de ver estes estudantes aqui, me lembro da minha filha quando criança e é uma tradição importante. Todos os anos estou aqui!”, relatou.
A programação do desfile de 28 de Setembro também contou com a participação de alas de instituições e órgãos: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Vara da Infância e Juventude, Guardiões Escolares, Desbravadores, Instituto de Seguridade do Servidor Municipal (ISSM), Associação Miranda de Boxe, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção Camaçari, Maçonaria Camaçariense, Ordem dos Capelães do Brasil (OCB), Associação dos Capelães do Estado da Bahia, além das secretarias municipais de Esporte, Lazer e Juventude (Sejuv) e de Serviços Públicos (Sesp).
A realização dos desfiles cívicos teve ainda atuação das secretarias de Saúde (Sesau) e de Governo (Segov), além da Coordenação de Eventos, Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STT), da Defesa Civil e de outros órgãos públicos municipais.
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