O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, decidiu nesta terça-feira 13 censurar — mais uma vez — o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG). Indicado ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro (PL), Nunes Marques determinou que a página só poderá voltar ao ar sob certas condições.
Segundo o ministro, a retomada do funcionamento depende da comunicação do endereço à Justiça Eleitoral no processo de registro “da candidatura ou da coligação à qual esteja vinculado” — ou seja, a de Lula. Nunes Marques ainda insinuou que o presidente poderia ser responsabilizado por eventual utilização irregular do canal.
“Identifico situação que, por si só, é suficiente para determinar a suspensão do multicitado canal”, escreveu o presidente do TSE.
Em nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o canal é uma forma legítima de expressão e mobilização da militância, que se inscreve voluntariamente. A proibição, acrescentou, “impede a liberdade de expressão e o direito de organização e participação democrática”.
“Essa decisão será contestada”, informou Silva. “A militância tem o direito de se comunicar, se mobilizar e defender suas ideias.”
Kassio Nunes Marques já havia censurado o canal de Janones no último domingo 11. Horas depois, porém, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reabilitou o funcionamento do “Exército do Lula”.
(Em atualização)
Créditos Autor: Leonardo Miazzo
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