Um café produzido no coração da Chapada Diamantina, na Bahia, conquistou espaço em mercados internacionais e recebeu reconhecimento no Brasil. A história da Latitude 13 começa nas fazendas Progresso e Aranquan, localizadas entre os municípios de Ibicoara e Mucugê, onde altitude, clima e técnicas de cultivo ajudam a produzir grãos especiais de café arábica. Mais do que uma marca, o empreendimento representa uma trajetória de investimento no campo, valorização da origem e divulgação da qualidade da produção baiana.

Foto: Divulgação 

A história da Fazenda Progresso começou em 1984, quando integrantes da família Borré migraram do Rio Grande do Sul para Ibicoara. Inicialmente dedicada a outras atividades agrícolas, a propriedade iniciou o cultivo de café arábica em 2005. A produção encontrou condições favoráveis em uma altitude média de 1.150 metros, com dias quentes e noites frias, características que favorecem o desenvolvimento dos grãos. Atualmente, entre 60% e 70% da colheita é realizada manualmente, enquanto as etapas de beneficiamento contam com equipamentos modernos.

A Fazenda Aranquan também tem papel importante nessa trajetória. Desde 1998, a propriedade desenvolve o cultivo de cafés orgânicos e biodinâmicos, com colheita manual e seleção dos frutos no ponto ideal de maturação. Antes de chegar ao consumidor brasileiro, os grãos já conquistavam espaço no exterior. A produção foi selecionada pelo Vaticano e chegou a abastecer o restaurante Fifteen, do chef britânico Jamie Oliver, em Londres. 

Da Chapada para o mercado brasileiro

Apesar da presença internacional, os produtores decidiram ampliar o acesso dos brasileiros aos cafés cultivados na região. Em 2015, nasceu a Latitude 13, com a proposta de oferecer no mercado nacional os mesmos produtos de qualidade superior que já eram exportados para países da Europa, Estados Unidos e Ásia.

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Um dos diferenciais da marca é o controle de diferentes etapas da produção, do cultivo à torra. Parte desse processo é realizada nas próprias fazendas, permitindo acompanhar a qualidade dos grãos e ajustar a torra para preservar aromas e características de cada lote. A iniciativa também fortalece a identidade do café com a Chapada Diamantina e aproxima o consumidor da origem do produto. 

Premiações e reconhecimento

O trabalho desenvolvido pela Latitude 13 também chegou às premiações do setor gastronômico. A marca foi reconhecida como destaque nacional na categoria de cafeteria pela revista Prazeres da Mesa, nas edições de 2019 e 2020. Em 2023, chegou à terceira indicação consecutiva como finalista do prêmio, na categoria Melhor Cafeteria, sendo apontada como representante do Norte e Nordeste na disputa. 

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Em 2022, o Espaço Conceito Latitude 13 recebeu o Troféu Lojista, concedido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), na categoria Inovação, após votação popular. 

A trajetória da marca mostra como a produção agrícola da Bahia pode alcançar mercados exigentes sem perder a ligação com suas raízes. Cultivado nas montanhas da Chapada Diamantina, o café Latitude 13 leva para diferentes regiões do Brasil e do mundo não apenas um produto especial, mas também a história de famílias, trabalhadores e propriedades rurais que ajudaram a consolidar a região como referência na produção de cafés de qualidade.

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