Avanço da dengue está mais lento, mas epidemia ainda é

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Avanço da dengue está mais lento, mas epidemia ainda é

O crescimento da dengue no Brasil manteve tendência de desaceleração na semana passada (de 5 a 11 de maio). Dados do Ministério da Saúde indicam que a doença avançou com menos velocidade em todas as unidades da federação. No entanto, a epidemia continua ativa e preocupante no território nacional.

Apenas Mato Grosso e Maranhão não apresentaram declínio, mas mantiveram estabilidade nos números em comparação à semana anterior. Em todos os outros estados e no Distrito Federal a doença cresceu mais lentamente entre os dois períodos.

“Houve uma mudança significativa do ponto de vista de tendência de queda, estabilidade e aumento. Não temos, neste momento, nenhum estado que esteja com tendência de aumento da dengue”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS), Ethel Maciel.

Ela ressaltou, no entanto, que os números de casos ainda são considerados altos no Brasil. Usado para estabelecer níveis epidêmicos, o chamado Coeficiente de Incidência segue acima de 300 casos a cada 100 mil em 14 unidades da federação.  

O cenário abrange a totalidade das regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste. No Norte e no Nordeste, os números são menores, mas ainda muito acima do normal. “Apesar de não termos mais aquele crescimento expressivo, ainda permanecemos em alerta. O que indica ainda um nível maior de atenção que precisa ser colocado.”  

Ainda de acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o país já registrou mais de 4,7 milhões de casos e 2,5 mil óbitos este ano. Os dois resultados representam recorde histórico absoluto.  Até então, o ano com números mais expressivos era 2023 2023, com 1.094 

Sobre a doença  

A dengue é causada por um vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Entre os sintomas mais recorrentes estão febre alta, dores musculares e nas articulações e erupções na pele. A doença pode causar hemorragia interna em órgãos e tecidos e levar à morte.  

Existem quatro tipos de vírus da dengue circulando no planeta. Pessoas infectadas com um deles não ficam imunes aos outros. Essa dinâmica favorece a ocorrência de epidemias mais graves de tempos em tempos. No Brasil, esses períodos ocorrem em média a cada três anos. 

No entanto, o desmonte de políticas públicas observado no país nos últimos anos levou a números consideráveis sucessivamente. Em 2022 e 2023 também houve registro sem precedentes de casos e óbitos.  

Outros fatores também exercem influência no aumento das infecções, entre eles, as mudanças climáticas. Como o mosquito se prolifera em água parada, as chuvas intensas impulsionam a presença do vetor. Além disso, o Aedes aegypti se reproduz mais rapidamente no calor, portanto, se beneficia das temperaturas extremas registradas recentemente no Brasil. 

A população pode ajudar a combater a doença eliminando locais com água parada, que se transformam em criadouros para o mosquito. Na lista estão pneus, caixas d’água, vasos de plantas e lixo acumulado, por exemplo. 

Edição: Matheus Alves de Almeida



Fonte: clique aqui.

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