Chás na gravidez: quais a grávida pode tomar

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Chás na gravidez: quais a grávida pode tomar

O consumo de chás durante a gravidez é um tema bastante polêmico e isso acontece porque ainda não existem estudos feitos com todas as plantas durante a gestação, para entender realmente quais os seus efeitos sobre o corpo da mulher ou sobre o desenvolvimento do bebê.

Assim, o ideal é que se evite o consumo de qualquer chá sem orientação de um obstetra ou fitoterapeuta, devendo-se preferir outras opções naturais para tratar problemas comuns como enjoos, ansiedade, prisão de ventre ou até sintomas de gripe.

Embora sejam naturais, os chás são feitos a partir de plantas com substâncias ativas que podem afetar fortemente o funcionamento do corpo e, com isso, provocar complicações na gestação, como aborto, malformações ou sangramentos. Assim, mesmo os chás que não são considerados perigosos, apenas devem ser consumidos com orientação do médico e em quantidades de 2 a 3 xícaras por dia.

Confira uma lista mais completa de chás e plantas que são consideradas perigosas na gravidez.


5 chás seguros para problemas da gravidez

Embora a maior parte das plantas não deva ser usada durante a gravidez, existem outras que podem continuar a ser utilizadas, desde que dentro de determinadas doses, e sob orientação do médico, para tratar alguns problemas comuns da gestação:

1. Gengibre: azia, náuseas e vômitos

O gengibre é uma ótima opção natural para aliviar a sensação de azia ou náusea e pode ser usado na gravidez, desde que não ultrapasse a dose de 1 grama de raiz seca por dia, em 200 mL de água fervente, por um período máximo de 4 dias seguidos. Confira outras opções naturais para acabar com as náuseas na gravidez.

Assim, caso se opte por tomar o chá feito com 1 grama de gengibre, só se deve beber 1 vez por dia (e até 4 dias), geralmente de manhã, por ser o período mais comum para o aparecimento das náuseas.

Leia também: Gengibre na gravidez: é seguro? como usar e riscos


tuasaude.com/gengibre-na-gravidez

2. Arando: infecção urinária

A infecção urinária é um problema bastante comum na gravidez, especialmente devido às alterações hormonais do corpo da mulher. Assim, o arando pode ser uma excelente solução para prevenir o problema, já que pode ser usado na gestação na quantidade de 50 a 200 mL de suco, 1 ou 2 vezes por dia.

Veja outras dicas para prevenir o surgimento de infecção urinária durante a gestação.

3. Chá verde: cansaço e falta de energia 

Embora possua cafeína como o café, o chá verde pode ser uma opção mais segura para substituir seu uso. No entanto, sempre que possível deve-se utilizar outras formas de tratar o cansaço na gravidez.

Porém, com a devida orientação do médico, o chá verde pode ser consumido na quantidade de 1 colher (de sobremesa) de folhas em 250 mL de água fervente, 1 vez por dia, até 4 dias seguidos.

4. Ameixa seca: prisão de ventre

A maior parte dos chás laxantes, como o sene, são perigosos durante a gestação e, por isso, devem ser evitados. No entanto, a ameixa seca é uma excelente opção natural muito eficaz e que pode ser usada durante a gestação.

Para usar a ameixa seca basta ingerir 1 ameixa 30 minutos antes das 3 principais refeições, ou então colocar 3 ameixas secas para macerar em um copo de água durante 12h e, depois, beber a mistura em jejum.

Saiba que outras estratégias pode usar para tratar a prisão de ventre naturalmente.

5. Chá de limão com gengibre: tosse

O chá de limão com gengibre é uma boa opção caseira para aliviar a tosse na gravidez, já que os compostos fenólicos do gengibre, como o gingerol, shogaol e zingerona, que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que facilitam a eliminação das secreções e ajudam a combater a tosse.

O chá que gengibre pode ser preparado colocando 2 a 3 cm de raiz do gengibre fresco e 1 colher de sopa de suco de limão em uma panela com 180 mL de água, deixando ferver por 5 a 10 minutos. Em seguida, coar, adicionar o suco do limão e deixar esfriar. O ideal é evitar exceder a dose de 1 grama de raiz de gengibre por dia, por um período máximo de 4 dias seguidos.

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Pós-graduado em Fitoterapia Clínica Avançada e formado pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, em 2013. Membro nº 79026 da Ordem dos Enfermeiros.





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