Espírito Santo: quem é o homem que foi engolido por cratera na calçada

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Espírito Santo: quem é o homem que foi engolido por cratera na calçada

O homem que foi “engolido” por uma cratera enquanto caminhava em calçada no Espírito Santo, na manhã de segunda-feira (1º/4), chama-se Eurípedes Fernando Melo. Ele tem 84 anos e é um médico ortopedista. Após a queda, o médico foi levado ao hospital por quebrar o fêmur.

A cratera pode ter sido aberta pelas raízes de uma árvore que romperam a rede de drenagem da região. Além do homem ter sido engolido pelo buraco, um muro caiu sobre ele.

Além da fratura do fêmur que exigiu que uma haste fosse colada em sua perna direita, o homem sofreu trauma na região do tórax. Segundo a Unimed Sul Capixaba, ele segue internado na unidade de terapia intensiva (UTI).

Alberto Soeiro, também médico ortopedista,  filho de Eurípedes Melo, em entrevista à TV Gazeta, contou que o pai havia saído para buscar exames. O médico conta que foi chamado no consultório dizendo que seu pai tinha se acidentado.

“Quando cheguei ele já estava fora do buraco e, depois, ao ver as imagens, minha primeira reação foi pensar: ‘Meu pai está morto’. Ele me falou que viu o muro vindo em cima dele e que parou a poucos centímetros do peito dele. Ele disse que foi a ‘mão de Deus’ que o salvou, falei com ele que foi um milagre vivo, um verdadeiro milagre”.

Alberto ainda falou que seu pai pediu a ele para descobrir o nome das cinco pessoas que o tiraram do buraco e lhes agradecer.


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Causa do acidente

Assim que o resgate foi feito, a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim e a concessionária de água BRK foram chamadas para o local. A BRK, ao fazer perícia do local, afirmou que o acidente não tem relação com a tubulação de água e esgoto da região. Já a prefeitura fechou a região e disse que está investigando as causas da formação da cratera e que os trabalhos para reparar a calçada já serão iniciados.

A avaliação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) reporta que uma ruptura foi identificada na rede de escoamento da região e que foi, provavelmente, causada pelas raízes das árvores do local.

“Neste trecho, especificamente, existe uma rede de drenagem mista, que recebe tanto a contribuição de água quanto de esgoto. Próximo dela há uma árvore com raízes atingindo não só o muro, mas essa rede. A gente acredita que houve ali um vazamento. Essa água começou a retirar a camada de solo e outros elementos ali de base e próximo ao pavimento, o que ocasionou o afundamento da calçada, do passeio e consequentemente a queda do muro”, esclareceu o engenheiro do Crea, Erivelto Diogo da Silva.

Fonte: clique aqui.

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