Interessados em doar órgãos podem registrar desejo em site. Saiba como

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Interessados em doar órgãos podem registrar desejo em site. Saiba como

As mais de 42 mil pessoas que aguardam um transplante de órgãos no Brasil ganharam um aliado importante na luta pela vida. Agora, é possível que doadores formalizem a vontade de doar órgãos por meio de um documento oficial chamado Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), disponível para ser feito digitalmente em qualquer cartório do país.

Até então, a autorização para doação dependia da família do doador, que precisava estar ciente da intenção da pessoa em doar seus órgãos e/ou tecidos. Com a AEDO, esta manifestação de vontade fica registrada em uma base de dados acessada pelos profissionais de saúde, facilitando o processo no momento do óbito.

Desenvolvida pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), a AEDO será emitida digitalmente em todos os 8.344 Cartórios de Notas do Brasil. A iniciativa, regulamentada pelo Provimento nº 164/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), busca facilitar o acesso dos cidadãos à formalização de sua vontade em ser doador de órgãos.

Saiba como funciona

Para obter a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, o interessado precisa preencher um formulário no site www.aedo.org.br.

Em seguida, o Cartório de Notas selecionado agenda uma sessão de videoconferência para identificar o interessado e coletar sua manifestação de vontade.

Após isso, a AEDO é assinada digitalmente pelo solicitante e pelo notário, ficando disponível para consulta via CPF do falecido pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde.

Fonte: AEDO

A plataforma estará acessível 24 horas por dia, 7 dias por semana, a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet. Além disso, o cidadão pode especificar qual órgão deseja doar, seja medula, intestino, rim, pulmão, fígado, córnea, coração ou todos eles.

Mais de 3 mil pessoas morreram esperando um transplante em 2023

No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas.

Tragicamente, no ano passado, três mil pessoas faleceram devido à falta de doação de órgãos, e mais de 500 crianças aguardam ansiosamente por um novo órgão.

Segundo o corregedor-nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, o provimento que regulamenta a AEDO assegura que todos os cidadãos tenham acesso gratuito a um mecanismo seguro que promova e agregue o maior número de doadores de órgãos e tecidos, respeitando a declaração de vontade do doador.

A presidente do CNB/CF, Giselle Oliveira de Barros, destaca que a AEDO resolve uma importante demanda social ao oferecer um documento oficial com plena validade jurídica, que comprova o desejo expresso em vida de uma pessoa em salvar a vida de outra. “Todo o procedimento agora fica simplificado, claro e seguro e, em poucos cliques, a pessoa certifica sua vontade em ser doadora”, afirma.

Fonte: clique aqui.

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