Justiça decide manter Ronnie Lessa em presídio federal no MS

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Justiça decide manter Ronnie Lessa em presídio federal no MS

Responsável pela morte da vereadora Marielle Franco ficará em prisão de segurança máxima por mais 1 ano

O juiz da 5ª Vara Federal de Campo Grande (MS) Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini decidiu nesta 4ª feira (3.abr.2024) manter o ex-policial militar Ronnie Lessa, preso acusado de matar a vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e seu motorista Anderson Gomes, no presídio de segurança máxima da capital sul-mato-grossense. A renovação do prazo de permanência no Estado foi de 1 ano.

A Justiça do Mato Grosso do Sul tinha determinado na 3ª feira (2.abr.) que Lessa fosse transferido de volta para o Rio de Janeiro em até 30 dias. Agora, ele deverá ficar no MS até 21 de março de 2025, segundo a nova data estipulada.

Ao Poder360, o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) informou que havia uma decisão de 19 de março determinando a prorrogação de Lessa no presídio federal do MS. Segundo a assessoria de imprensa, que a comunicação foi feita por e-mail no mesmo dia e por ofício no dia seguinte.

O juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal, prorrogou, pelo período de até 3 anos, a permanência do acusado em presídio federal de segurança máxima.

Na decisão, o juiz afirma que “decorrido 1 ano da última decisão, verifico que os motivos permanecem rígidos para a manutenção do acusado, já pronunciado, em presídio federal de segurança máxima”.

“Encaminhe-se todo o procedimento com vista à obtenção da autorização de permanência. Oficie-se, de ordem, via e-mail e malote digital, ao E. Juízo Federal Corregedor do Presídio Federal em que está acautelado o Réu”, escreveu.

O juiz do MS, portanto, reconsiderou e autorizou a permanência, mas pelo período de 1 ano.

Ronnie Lessa é acusado de matar, em 2018, Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Investigações e uma delação premiada indicam que o ex-PM foi o autor dos 13 disparos em direção ao veículo em que estava a vereadora. Ele está preso desde 2019 e permanece no MS desde 2020.


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Fonte: Poder 360

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