Lula critica preconceito de conservadores contra arte e cultura

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Lula critica preconceito de conservadores contra arte e cultura

“Se a gente não reage, a gente perde o jogo. Esse país não pode retroceder”, diz o presidente em evento do “SUS da Cultura”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta 5ª feira (4.abr.2024) o preconceito de conservadores contra arte e cultura. Em sanção do Marco Regulatório do Sistema Nacional de Cultura, o “SUS da Cultura”, o presidente disse que uma política de costumes conservadores não tem nada a ver com a evolução da humanidade.

“A gente tem que lutar contra o preconceito daqueles conservadores que são contra a arte, são contra a cultura, são contra o artista de televisão, do teatro, os que dançam. Não é possível que a gente não tenha coragem de enfrentar essa gente que inventa mentira todo dia”, declarou. O evento foi no Recife (PE).

Lula disse que é preciso “reagir” para o país não “retroceder”.

Assista à íntegra do discurso (26min37s):

“Uma política de costume conservadora, que não tem nada a ver com uma realidade da evolução da humanidade. E se a gente não reage, a gente perde o jogo. Esse país não pode retroceder”, declarou.

Sobre a Lei Rouanet, o presidente disse que o dispositivo não dá dinheiro para as pessoas, mas aprova projetos.

“A Lei Rouanet não é favor, a Lei Rouanet não dá dinheiro. A Lei Rouanet aprova um projeto. O artista que teve o projeto aprovado vai ter que correr atrás de dinheiro. E vou contar uma coisa para vocês, se ele for negro e pobre, da periferia, ninguém quer dar dinheiro para ele. As pessoas querem dar dinheiro para outros tipos de artistas”, afirmou.

O “SUS da Cultura” é como o governo resolveu chamar o Sistema Nacional de Cultura. A ideia é garantir os direitos culturais e promover colaboração entre municípios, Estados, Distrito Federal e União na gestão conjunta das políticas públicas de cultura.

Supremacia branca

O petista afirmou ainda que o Brasil deve se orgulhar de ser miscigenado e ajudar as pessoas mais humildes que não têm oportunidades, para que o país não seja uma “supremacia branca”.

“Porque se não o país vai ser um país apenas de uma classe social. Nós não queremos um país que seja uma supremacia branca de olhos verdes, não. Nós somos assim como nós somos, brancos, pretos e pardos”, afirmou, acrescentando que o Brasil é fruto de uma mistura de indígenas, negros e europeus. Esses últimos, segundo Lula, vieram para o país para “embranquecer” a sociedade. 

Barzinho e olimpíadas

No evento, Lula também defendeu os artistas que ainda não são famosos e precisam do apoio do governo. Segundo ele, é uma falta de respeito não aplaudir os cantores em barzinhos.

“Eu fico muito, muito puto. Você contrata um artista, ele vai lá, fica num barzinho cantando, tocando, o pessoal comendo e ninguém bate palma. Palma não custa nada é uma questão de respeito e de educação. Ainda tem aquele chato que fica falando para o artista, canta essa, canta aquela”, afirmou.

O chefe do Executivo fez ainda uma analogia entre os artistas e os atletas. Citou a ginasta artística Rebeca Andrade, campeã olímpica, para dizer que as grandes empresas só querem saber os atletas –e dos artistas– quando estes ficam famosos.

“Aquela Rebeca que ganhou medalha de ouro. Depois que ela ganhou medalha de ouro, aí todo mundo quer patrocinar: Itaú, Bradesco, Santander e não sei quem quer patrocinar, mas, antes de ela ficar famosa, se não fosse o Bolsa Atleta, não tinha nem tênis para poder treinar”, disse.

E seguiu criticando os patrocinadores: “Porque, quando aparece um patrocinador, não é que ele quer ajudar, ele quer ganhar dinheiro com a fama do outro. Mas, quando a gente resolve pagar R$ 3.000 para um menino da periferia comprar um tênis poder treinar, aí, sim, você está apostando que é possível acreditar no ser humano”. 

Fonte: clique aqui.

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