'Os banqueiros não precisam do Estado, mas exigem que o Estado faça superávit', diz Lula

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'Os banqueiros não precisam do Estado, mas exigem que o Estado faça superávit', diz Lula

Presidente também fez críticas a empresários durante a 12ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou banqueiros e empresários nesta quarta-feira (3) durante evento em Brasília.
Segundo Lula, os setores produtivos pegam dinheiro emprestado do Estado, mas exigem que o governo tenha superávit primário.
A declaração foi dada durante a 12ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.
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“Nós fomos eleitos para atender exatamente a parcela da sociedade que precisa do Estado. Os banqueiros não precisam do Estado, mas exigem que o Estado faça superávit primário e coloque à disposição deles bilhões. Os grandes empresários não deveriam precisar do Estado, mas precisam do Estado porque vivem pegando dinheiro emprestado do Estado. E assim muitos outros setores que não precisavam do Estado”, afirmou Lula.
O presidente também criticou a disparidade entre o pagamento de impostos entre os pobres e os ricos no sistema tributário brasileiro.
“Quem é que precisa do Estado? É o povo trabalhador, que é classe média baixa que paga 80% de imposto de renda nesse país. Porque rico também paga muito pouco imposto de renda, quem paga é quem trabalha e recebe contracheque no final do mês”, disse o presidente.
Nos discursos de Lula são frequentes as críticas ao mercado e a questão tributária. No fim do mês passado, inclusive, a avaliação do governo junto a agentes do mercado financeiro piorou, chegando ao patamar de 64% negativa entre eles.
Durante o discurso, Lula também criticou a morte de crianças e adolescentes na Faixa de Gaza, em decorrência do conflito armado entre Israel e Hamas, em território palestino.
Lula convidou os presentes para tirar uma foto em homenagem às crianças mortas durante a guerra.
O presidente também relembrou os órfãos da pandemia de Covid-19. Ele criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “irresponsável” na condução do enfretamento à emergência mundial de saúde causada pelo coronavírus entre 2020 e 2022.

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