SECOM BA_VACINAÇÃO 2026

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julgará entre 4 e 14 de setembro, no plenário virtual, um recurso contra a decisão da ministra Cármen Lúcia de rejeitar um habeas corpus protocolado em benefício do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre em casa a pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado.

Participarão da votação, além de Cármen, os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. A tendência é de votação unânime contra a apelação.

O autor do HC não integra a defesa de Bolsonaro, mas busca libertá-lo sob o argumento de que houve constrangimento ilegal no processo. Cármen destacou que o ex-capitão tem advogados regularmente constituídos nos autos e não autorizou a apresentação do HC.

“A generosidade processual adotada em habeas corpus tem o objetivo de proteger o paciente, não de substituir sua vontade pelo voluntarismo de quem resolve agir, mesmo sem autorização ou até mesmo contra a autorização do interessado”, anotou a ministra, em decisão publicada na última segunda-feira 24.

Cármen Lúcia ressaltou também ser incabível um habeas corpus contra ato de um ministro — no caso, Alexandre de Moraes, o relator do processo sobre a trama golpista — ou de um órgão colegiado da Corte. “Carece o presente caso de legitimidade da parte, de atendimento aos requisitos processuais constitucionais, de objeto específico e de fundamentação mínima. Não há sequer lastro probatório do alegado pelo impetrante, que não juntou qualquer documento à presente impetração.

Em 3 de julho, Moraes decidiu manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária. Duas semanas depois, impôs restrições, a exemplo da ordem para que o ex-presidente não receba visitas com finalidade “político-eleitoral” até o fim do pleito deste ano.

Créditos Autor: Leonardo Miazzo
Créditos Imagens: Reprodução Internet

Fonte: Clique aqui