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O primeiro-ministro do Líbano acusou Israel de crimes de guerra após ataques aéreos que mataram a jornalista Amal Khalil, que trabalhava para um jornal libanês e feriram a fotógrafa freelancer Zeinab Faraj nesta quarta-feira (22).

Autoridades libanesas afirmam que as jornalistas sofreram com os ataques enquanto buscavam abrigo em uma casa. Anteriormente, um ataque aéreo inicial atingiu o veículo à frente delas, matando dois homens.

Ainda de acordo com autoridades do Líbano, as Forças de Defesa de Israel também teriam atingido intencionalmente uma ambulância identificada quando ela tentava chegar até as vítimas no vilarejo de Tayri.

Amal Khalil, de 43 anos, trabalhava para o jornal libanês Al-Akhbar, e Faraj, fotógrafa freelancer, viajava com ela. Os dois homens que morreram não tiveram suas identidades divulgadas.

“Atacar jornalistas, impedir o acesso de equipes de socorro até eles e até mesmo voltar a atingir seus locais após a chegada dessas equipes constitui o que pode ser descrito como crimes de guerra”, afirmou o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam.

Além disso, ele acusou Israel de atacar repetidamente profissionais da imprensa no sul do Líbano. Salam aproveitou para prestar condolências à família de Khalil, afirmando que “levará esses crimes aos fóruns internacionais competentes”.

As Forças de Defesa de Israel (FDI), por sua vez, afirmaram que “não têm jornalistas como alvo e atuam para reduzir danos”.

Antes de morrir, Amal Khalil recebeu ameaças de um número de whatsapp israelense, ordenando que ela parasse suas reportagens e deixasse o líbano. As mensagens mencionavam que ela deveria obedecer caso quisese “manter a cabeça sobre os ombros”.

 

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