Principal assessor do presidente Lula (PT) para assuntos internacionais, o ex-chanceler Celso Amorim afirmou a CartaCapital ter a expectativa de que Donald Trump descarte a possibilidade de classificar como terroristas as principais facções criminosas brasileiras.
Seria uma das consequências da reunião na quinta-feira 7, em Washington. “Minha expectativa é que, sim, fique em segundo plano”, disse Amorim.
Trump intensifica em seu segundo mandato o combate ao que chama de “narcoterrorismo”, tachando cartéis latino-americanos de organizações terroristas. O Brasil, por sua vez, teme as implicações legais e de soberania caso essa designação passe a contemplar, por exemplo, o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.
Além disso, há uma avaliação técnica: PCC e CV são organizações criminosas voltadas ao lucro decorrente de suas atividades ilícitas, sem motivação política ou ideológica – um elemento associado à definição de terrorismo no direito internacional.
Lula afirmou ter discutido com Trump ações conjuntas de combate ao crime organizado, mas assegurou que uma mudança na “etiqueta” das facções não entrou em pauta.
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