Um estudo feito pela Fecomércio BA, em parceria técnica com a Fecomércio SE, mostrou que o PIX se consolidou como o principal meio de pagamento na Bahia. Somente no primeiro semestre de 2026, o estado movimentou R$ 252 bilhões, juntando as transações entre consumidores e empresas.
O número indica uma alta de 24,1% sobre o mesmo período de 2025 e mais que o dobro do registrado três anos antes, já descontada a inflação. A entidade baiana atualizou sua base de dados para garantir a comparação correta ao longo do tempo.
Na comparação regional, somente a Bahia responde por 25,5% de todo o PIX movimentado na Região Nordeste — cerca de um quarto do total, e transaciona aproximadamente 40% a mais que o segundo colocado. Os índices colocam o estado baiano como o maior mercado de PIX na região.
“No cenário nacional, o crescimento baiano ainda corre um pouco abaixo da média do país — o que se explica pelo avanço mais rápido do PIX nas regiões de maior renda, e não por qualquer perda de fôlego na Bahia. Em termos absolutos, a expansão é forte, disseminada e voltou a ganhar tração em 2026”, explica o consultor econômico da Fecomércio BA, Guilherme Dietze.
“Para o varejo, o PIX tem papel decisivo. O recebimento é imediato e sem custo para o empresário, o que fortalece o fluxo de caixa e dá mais saúde ao negócio. Por isso, faz todo sentido oferecer um desconto especial a quem paga por essa modalidade: é uma forma de premiar o cliente e, ao mesmo tempo, receber com mais rapidez e segurança”, declara o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes.
De acordo com a Fecomércio BA, a tendência é de crescimento contínuo. A cada ano, uma nova leva de jovens entra no mercado de consumo com uma familiaridade digital sem precedentes, o que deve impulsionar ainda mais o uso do PIX. Mais do que um meio de pagamento, trata-se de uma verdadeira revolução na forma de comprar e vender.
Créditos Autor: Notícias da Bahia
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