Em meio à crise diplomática entre Brasil e Argentina, após as recentes declarações polêmicas e ataques do presidente argentino Javier Milei contra o governo Lula (PT), o Itamaraty rebaixou as relações diplomáticas com o país vizinho. Na prática, isso retirou o embaixador Julio Bitelli, que atuava em Buenos Aires, para manter um secretário especial no lugar.
O movimento do governo brasileiro gerou repercussão no parlamento argentino. Recentemente, a senadora Patricia Bullrich, aliada do presidente Javier Milei e ex-ministra da Segurança, fez um apelo ao presidente Lula para que o embaixador brasileiro retorne a Buenos Aires.
“Eu peço ao presidente Lula e ao Brasil que volte o embaixador Bitelli à Argentina. Isso é o que nós queremos: que se separe a política das relações institucionais e estratégicas que Argentina e Brasil sempre mantiveram”, afirmou.
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No entanto, a senadora argentina ainda defendeu que Milei tenha o direito de apoiar quem quiser nas eleições presidenciais brasileiras. Além disso, ela acusou Lula de interferir nas eleições de outros países latino-americanos, como nas eleições da Argentina, em 2023, que elegeu o atual presidente.
“Eu tenho minhas razões para pensar que com o vocabulário sempre temos que tomar cuidado. E acredito que hoje estamos trabalhando forte em muitas frentes com o Brasil, e isso vai continuar”, completou.
Mesmo estando atualmente no campo político da direita, Patricia Bullrich já militou pela esquerda durante sua juventude e se exilou no Brasil durante a ditadura argentina, ocorrida entre 1976 e 1983.
Créditos Autor: Notícias da Bahia
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