Estivadores, estudantes e trabalhadores portuários marcharam nesta sexta-feira (30/10) pelas ruas de Pireu, na Grécia, em uma mobilização internacional por melhores condições de trabalho e contra o envio de armas para Israel por meio de portos comerciais.
Os manifestantes percorreram as ruas carregando bandeiras sindicais, exibindo faixas e acendendo sinalizadores vermelhos. As mensagens destacavam reivindicações por segurança no trabalho, respeito aos direitos trabalhistas e defesa da paz.
Uma das faixas levadas durante o protesto afirmava que nenhum marinheiro deveria colocar a própria vida e seus direitos em risco em nome de guerras ou dos lucros dos armadores.
Protestos também criticam aumento dos gastos militares
Além das reivindicações trabalhistas, os participantes demonstraram oposição ao crescimento das despesas militares. Para os manifestantes, os recursos públicos deveriam ser direcionados prioritariamente a setores como saúde, educação e melhoria da qualidade de vida da população.
A mobilização integra uma greve internacional organizada por sindicatos do setor portuário e marítimo, que também reivindicam o fim da utilização de estruturas comerciais para o transporte de armamentos destinados a Israel.
Mobilização envolve 25 sindicatos e 113 portos
Segundo os organizadores, a mobilização reúne mais de 25 sindicatos, com participação em 113 portos de 22 países. A greve foi inicialmente convocada por organizações sindicais da Itália, França, Grécia, Espanha, Turquia e Marrocos. Posteriormente, outras entidades internacionais aderiram ao movimento.
Os organizadores estimam que a paralisação possa atingir mais de 40% do tráfego de cargas no Mediterrâneo, envolvendo operações avaliadas em mais de US$ 2 bilhões.
Créditos Autor: Notícias da Bahia
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