A autonomia do Bahia Associação diante da gestão da SAF foi tema de posicionamento do presidente Emerson Ferretti em meio às discussões sobre a possibilidade de mudança de escudo do Esquadrão.

Nos bastidores, existe um movimento de modernização do escudo do Bahia. Entretanto, a ideia pensada pelo Bahia SAF, através do Grupo City, terá um longo percurso a percorrer para que se concretize. E o motivo é a proteção da história tricolor por meio do Bahia Associação. É o que afirma o presidente.

Durante entrevista à Rádio Sociedade, Ferretti fez questão de destacar o papel de fiscalização e zelo que a ala associativa exerce sobre a identidade do clube, pontuando que o controle sobre o patrimônio cultural e os elementos tradicionais que representam o Esquadrão está integralmente resguardado por contrato e que alterações só ocorrerão mediante aprovação da torcida.

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História e símbolos do Bahia são protegidos pela Associação, diz Emerson

Emerson Ferretti relembrou que, embora a transição comercial tenha transferido o controle do departamento de futebol profissional e de base para os investidores estrangeiros, a essência e a história do clube continuam sob a responsabilidade direta de seus sócios e torcedores.

Ao detalhar as obrigações que competem à sua gestão executiva, o ex-goleiro fez questão de separar a operação corporativa de campo, feita pelo Grupo City, do patrimônio histórico intangível do Esporte Clube Bahia.

Tenho que deixar bem claro que o Bahia vendeu 90% das ações do Bahia SAF para o Grupo City, mas não vendeu a história. A história continua sendo do Esporte Clube Bahia, do qual eu sou o presidente, do qual temos por obrigação de cuidar dessa história, dos símbolos do clube, garantido legalmente e através do acordo de acionista feito com o Grupo City.”

Opinião final sobre mudanças é do torcedor

O presidente da associação também avaliou o direito que o Grupo City possui de projetar inovações para a marca internacionalmente, mas repetiu que o torcedor tricolor terá sempre o poder de veto e a decisão definitiva em todas as instâncias.

“Isso significa que o City pode, é legítimo, querer alguma mudança, mas quem decide é o Bahia Associação, que vai ouvir sempre o seu torcedor.”

Qualquer plano de modernização gráfica que venha a ser sugerido no futuro pela SAF necessitará, obrigatoriamente, de aprovação do Conselho Deliberativo da Associação e de votação com aprovação em massa nas urnas da Assembleia Geral de Sócios para poder ser incorporado ao uniforme oficial.



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