O nível de confiança é de 95% e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-09956/2026.
Segundo o Datafolha, a classificação não é feita com base em uma pergunta direta sobre como o entrevistado se define. O instituto afirma que o resultado é por meio de posicionamento em escalas de comportamento e pensamento econômico com base em uma “série de questões envolvendo valores sociais, políticos, culturais e econômicos” que integra a pesquisa.
O resultado divulgado nesta sexta marca uma reversão em relação à última disputa à Presidência da República, em 2022, quando a esquerda reunia 49% dos entrevistados, enquanto a direita somava 34%, sob o governo Jair Bolsonaro (PL).
Esta é a primeira vez desde 2014 que a direita aparece numericamente à frente na série histórica do instituto.
Naquele ano, 45% dos brasileiros foram classificados à direita, contra 35% à esquerda. Em 2013, havia empate técnico, com 39% na direita e 41% na esquerda. Em 2017, o cenário também indicava equilíbrio, com 40% e 41%, respectivamente.
São as mulheres que compõem o percentual de brasileiros identificados como de esquerda na matriz do Datafolha.
Na escala geral, 44% delas são classificadas à esquerda ou centro-esquerda, enquanto 37% ficam à direita ou centro-direita. Entre homens, a relação se inverte: 50% estão à direita ou centro-direita, e 33%, à esquerda ou centro-esquerda. O centro reúne 18% das mulheres e 16% dos homens.
Na economia, as posições associadas à esquerda seguem em primeiro lugar. O campo reúne 46% dos entrevistados nesse eixo, contra 28% da direita e 26% do centro. Em 2022, os percentuais eram de 50%, 25% e 25%, respectivamente.
Créditos Autor: Wendal Carmo
Créditos Imagens: Reprodução Internet
