Ministro da Saúde rebate politização da suspensão de lotes e diz que diretor responsável pela decisão foi indicado por Bolsonaro
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), defendeu nesta 2ª feira (11.mai.2026) o caráter técnico da Anvisa depois da suspensão de lotes de produtos da marca Ypê gerar uma onda de vídeos e acusações de perseguição política nas redes sociais. “O único lado que a Anvisa tem é o da saúde das famílias brasileiras”, afirmou.
A Anvisa determinou, em 7 de maio, o recolhimento de lotes de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetante da marca Ypê –todos com numeração final 1– fabricados pela Química Amparo, em Amparo (SP). A medida incluiu a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos.
A decisão gerou mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que passaram a relacionar a medida ao histórico de doações feitas pelos proprietários da empresa à campanha presidencial de 2022.
Padilha rebateu as insinuações e afirmou que o diretor responsável pela decisão na Anvisa, Daniel Meirelles, foi indicado durante o próprio governo Bolsonaro, tendo atuado como assessor e secretário-executivo do ministério da Saúde daquele período.
A ação foi conduzida em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e com a Vigilância Sanitária Municipal de Amparo.
Padilha também falou sobre os riscos de ingerir o detergente e criticou a enxurrada de vídeos que circularam no fim de semana. Para protestar contra a decisão da Anvisa, apoiadores de Bolsonaro gravaram vídeos bebendo produtos da marca. “Não sejam irresponsáveis com a saúde das pessoas, como vários de vocês foram durante a pandemia.”
A Ypê recorreu da decisão. A diretoria colegiada da Anvisa se reúne nesta 4ª feira (14.mai.2026) para deliberar sobre o caso.
Créditos Autor: Poder360 ·
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