O presidente Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (5) que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master passou a representar um problema para sua campanha no segundo turno. Durante reunião com a coordenação eleitoral, ele disse estar “carregando nas costas” a “promiscuidade” que, segundo sua avaliação, se estabeleceu na Corte após as denúncias relacionadas ao caso.

Lula também afirmou que o STF está sob “desconfiança da sociedade” e defendeu uma nova reforma do Judiciário. Segundo o presidente, o tema deverá ser discutido durante os 20 dias de campanha que antecedem o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

As declarações ocorrem em meio às investigações sobre o Banco Master, que alcançaram integrantes do STF e provocaram debates sobre contatos e procedimentos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente do Supremo, Edson Fachin, já defendeu a apuração de eventuais fatos envolvendo ministros da Corte e afirmou que dará os encaminhamentos cabíveis diante das informações apresentadas à Presidência do tribunal.

A crise já vinha sendo mencionada por Lula durante a campanha. Em entrevista no início de outubro, o presidente afirmou que todos os envolvidos no caso deveriam ser investigados e disse que o ministro Alexandre de Moraes deveria prestar explicações à sociedade sobre sua relação com o episódio.

A reunião desta segunda-feira também foi dedicada à estratégia eleitoral para a segunda etapa da disputa. Lula terminou o primeiro turno em segundo lugar, com 45,16% dos votos válidos, atrás de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que obteve 47,03%. A campanha petista terá agora três semanas para reorganizar a estratégia e buscar votos para a segunda votação.

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