O ator norte-americano Jim Caviezel acusou o presidente Lula de agir politicamente para impedir o lançamento de Dark Horse no Brasil. Em entrevista à jornalista Lara Logan, ele afirmou que barreiras institucionais foram erguidas antes das Eleições 2026. A estreia do filme no país está adiada para 2027.
O ator norte-americano Jim Caviezel, intérprete do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no filme Dark Horse, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de atuar politicamente para impedir o lançamento e a exibição da produção audiovisual no Brasil. A declaração foi concedida durante participação no programa de entrevistas comandado pela jornalista norte-americana Lara Logan e publicada no X.
Segundo o artista, barreiras institucionais e jurídicas teriam sido erguidas pelo governo Lula para conter a exibição do filme nos cinemas brasileiros antes das Eleições 2026. “Eles tornaram ilegal que exibíssemos esse filme lá, antes das eleições. Agora, vão tentar impedir a exibição de uma vez por todas”, sustentou o protagonista da obra, dirigindo as críticas diretas a Lula.
A fala de Caviezel repercutiu em meio ao cenário político polarizado, levantando questionamentos sobre a liberdade de expressão e o papel do Estado na regulação de obras audiovisuais. A fonte não detalhou quais seriam as barreiras institucionais mencionadas pelo ator, tampouco apresentou documentos que comprovem a interferência governamental.
Ator detalha processo de preparação
Caviezel relatou ainda como foi o engajamento dele no papel de Jair Bolsonaro. Conforme explicou na entrevista, o interesse do artista em pesquisar a trajetória pessoal e a ascensão política de Bolsonaro surgiu após ter acesso aos primeiros rascunhos e ao escopo do projeto cinematográfico.
O ator revelou que manifestações públicas de apoio feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump em relação ao líder brasileiro também exerceram peso determinante no aprofundamento de suas pesquisas para a composição do personagem. A fonte não detalhou quais foram as manifestações específicas de Trump citadas por Caviezel.
Essa imersão, segundo o ator, foi fundamental para compreender as motivações e o contexto político que cercam a figura de Bolsonaro, permitindo uma interpretação mais fiel e complexa.
Lançamento adiado para 2027
A chegada de Dark Horse aos cinemas brasileiros, contudo, ainda enfrenta indefinições no cronograma de distribuição. Inicialmente cogitado para o circuito comercial ainda no segundo semestre, o lançamento formal do filme no mercado doméstico foi adiado e está previsto para ocorrer apenas no decorrer de 2027.
Fontes ligadas ao setor de exibição e à distribuidora responsável pela veiculação no país apontam que a postergação visa estruturar uma campanha de divulgação mais ampla e contornar o ambiente de acirramento e escrutínio que cercou a produção em 2026. A fonte não detalhou quais seriam os principais desafios enfrentados pela distribuidora nesse processo.
O adiamento, porém, não elimina as incertezas sobre a viabilidade comercial do longa em um mercado sensível a temas políticos, especialmente em ano eleitoral.
O que o filme retrata
O longa-metragem, que conta com a direção de Cyrus Nowrasteh, aborda os principais marcos da vida pública do ex-chefe do Executivo nacional, desde a atuação parlamentar e o atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG), em 2018, até a chegada à Presidência da República.
A produção promete um retrato biográfico de Bolsonaro, mesclando eventos históricos e bastidores políticos. A fonte não detalhou se o filme trará cenas inéditas ou depoimentos exclusivos, mas a expectativa é de que a obra gere debates acalorados entre apoiadores e críticos do ex-presidente.
A direção de Nowrasteh, conhecido por produções de cunho político e religioso, sugere um tom narrativo voltado para a construção de um herói conservador, o que pode intensificar a polarização em torno do filme.
Entrevista com Lara Logan
A entrevista foi veiculada nos canais de comunicação da repórter sul-africana radicada nos Estados Unidos Lara Logan, profissional com ampla trajetória na cobertura de conflitos internacionais. Ao longo de quatro décadas no setor de comunicação, a jornalista acumulou distinções do setor de imprensa internacional, incluindo prêmios Emmy e o Daniel Pearl Award, concedido pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.
Nos últimos anos, após se desligar dos grandes conglomerados corporativos de televisão norte-americanos, Logan passou a atuar como comentarista e apresentadora independente, mantendo plataformas digitais de análise geopolítica e entrevistas direcionadas ao público conservador.
Essa mudança de perfil editorial reforça o alinhamento ideológico da entrevista, que deu espaço para as acusações de Caviezel sem contrapontos imediatos. A fonte não detalhou se houve tentativa de contato com o governo brasileiro para resposta.
Repercussão e próximos passos
As declarações de Caviezel devem alimentar o debate sobre a liberdade de expressão e a suposta interferência do Estado em obras culturais. Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou publicamente sobre as acusações, e a fonte não detalhou se haverá alguma resposta oficial.
Enquanto isso, a produção de Dark Horse segue em compasso de espera, com a promessa de estreia apenas em 2027. O público brasileiro, dividido entre apoiadores e opositores de Bolsonaro, aguarda para ver se o filme conseguirá superar as barreiras apontadas pelo ator e chegar às telas.
Para acompanhar os desdobramentos dessa história e outras notícias do cenário político nacional, continue navegando pelo portal Boca no Trombone.
Fonte
Créditos Autor: Redação BnT
Créditos Imagens: Reprodução Internet
