Prefeito de Salvador, Bruno Reis – Foto: Notícias da Bahia

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou na noite desta terça-feira (14) que a operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), representa “um serviço prestado à cidade”. Ao comentar a investigação que apura um suposto esquema de fraudes em contratos públicos, com prejuízo estimado em mais de R$ 38 milhões, o prefeito reforçou que todos os envolvidos devem responder na forma da lei, respeitados o contraditório e a ampla defesa.

Segundo Bruno Reis, antes mesmo da deflagração da operação, a Prefeitura de Salvador já havia instaurado processos administrativos, rescindido contratos e aplicado sanções às empresas. “Primeiro agradecemos ao Ministério Público pela apuração. Há muito a prefeitura já vinha em diversas batalhas, seja administrativas, penalizando essas empresas, rescindindo contratos e aplicando multas. Estávamos na iminência de decretar a inidoneidade para que elas ficassem impossibilitadas de contratar com o município”, declarou. O prefeito também informou que a gestão pretende solicitar à Justiça a ampliação dos efeitos da decisão judicial para que todos os contratos vinculados às empresas investigadas sejam encerrados e que eventuais pagamentos futuros sejam suspensos.

Ao tratar da situação dos servidores públicos citados na investigação, o ex-secretário Luciano Sandes e o vereador Gordinho da Favela (PP), Bruno Reis afirmou que não haverá proteção a quem tiver praticado irregularidades. “Quem tiver culpa, depois do devido contraditório e da ampla defesa, eu digo que isso vale para todos, sejam servidores nossos, sejam servidores do Estado, sejam esses ou aqueles envolvidos naquela operação. Caso tenham cometido alguma ilegalidade, que seja cumprido o que determina a lei”, afirmou.

A operação do Gaeco afastou o secretário municipal de Manutenção da Cidade, Luciano Sandes, e o vereador George Carlos Reis Pereira, o Gordinho da Favela (PP), investigados por suposta participação em uma organização criminosa que, segundo o Ministério Público, teria atuado durante cerca de dez anos em contratos da Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal). Ao todo, 19 pessoas físicas e cinco empresas são investigadas por suspeitas de fraude em licitações, superfaturamento, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 38,3 milhões em bens dos investigados, enquanto as apurações seguem em andamento. Até o momento, não houve prisões, e todos os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

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Créditos Autor: Adila Ribeiro
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