O futuro de Cauly começa a ganhar contornos mais definidos para a temporada de 2027. Emprestado pelo Bahia ao São Paulo até o fim deste ano, o meio-campista dificilmente conseguirá alcançar os números necessários para obrigar o clube paulista a contratá-lo em definitivo. Com isso, a tendência é que o jogador volte a Salvador após o encerramento do vínculo.

Cauly precisava participar de 25 jogos com pelo menos 45 minutos em campo para acionar a cláusula de compra obrigatória de 50% dos direitos econômicos, pelo valor de 2 milhões de euros. Até o momento, o meia contabiliza apenas 15 partidas que atendem ao critério, o que torna o cumprimento da exigência cada vez mais improvável.

A possibilidade de Cauly voltar ao Esquadrão não é novidade para a diretoria tricolor. Em setembro, o diretor de futebol Cadu Santoro demonstrou pessimismo em relação ao cumprimento das metas e admitiu que o jogador poderá se reapresentar ao clube baiano no início da próxima temporada.

Caso o São Paulo não alcance os números previstos e não apresente uma proposta de compra, Cauly deverá retornar ao Bahia, que ainda não definiu se pretende reintegrá-lo ao elenco ou avaliar alternativas no mercado. O meio-campista tem contrato com o clube baiano até dezembro de 2028.

O empréstimo de Cauly foi acertado em fevereiro de 2026, após o jogador perder espaço no elenco comandado por Rogério Ceni. Pelo acordo, o Bahia recebeu 500 mil euros pela cessão do meio-campista até o término da temporada.

Além do valor inicial, o contrato prevê pagamentos adicionais vinculados ao desempenho do jogador. A principal cláusula estabelece a aquisição obrigatória de 50% dos direitos econômicos por 2 milhões de euros, desde que a meta de participação em partidas seja alcançada.

Outros objetivos também foram incluídos no acordo e poderiam ampliar a arrecadação do clube baiano. Sem o cumprimento das exigências, porém, parte da receita projetada pelo Esquadrão deixa de se concretizar.

Além da pouca utilização em campo, Cauly enfrenta uma situação que interfere em seu retorno às partidas pelo São Paulo. O clube paulista deixou de relacioná-lo após o uso de um medicamento que contém substância proibida pelas regras antidoping, durante um tratamento realizado depois de um quadro gripal e de uma afecção nasal.

O caso está sendo esclarecido junto aos órgãos responsáveis, e o afastamento preventivo foi adotado para evitar problemas relacionados às normas antidoping. Até que a situação seja resolvida, a disponibilidade do jogador permanece condicionada às orientações e aos procedimentos aplicáveis.

Diante desse cenário, a permanência no futebol paulista em 2027 tornou-se improvável. O retorno ao Bahia aparece como o caminho mais provável, embora uma eventual proposta de outro clube ou uma nova negociação possa alterar os planos para o meio-campista.






Source link