O Bahia viveu uma noite para esquecer na Arena Fonte Nova ao ser atropelado por 3 a 0 pelo Flamengo, em partida válida pela 31ª rodada do Brasileirão.

Em entrevista coletiva concedida após o confronto, o técnico Rogério Ceni fez uma análise crítica e sobre o desempenho do Esquadrão, apontando a falta de retenção da posse de bola e a incapacidade de competir fisicamente como determinantes para o resultado negativo.

Sem esconder a insatisfação, o comandante revelou que a equipe registrou o pior primeiro tempo sob o seu comando no aspecto de construção de jogo, com apenas 27% de posse de bola.

“O Flamengo é um bom time, mas quando a gente recuperava a bola perdia muito rápido. Erramos muito passes por dentro, não conseguimos completar quatro passes. Tentamos sair por dentro, na primeira Juba faz a parede por dentro e dá errado, na segunda vez Marco dá no Nico, e perdemos a confiança naquele momento. O Flamengo nem subiu uma pressão absurda, marcou com linha de quatro, às vezes um zagueiro saltava em Jean Lucas, mas chutamos muito a bola, rifando muito”, iniciou o técnico.

“Quando você deixa a bola com o Flamengo eles produzem um volume muito grande. Baixamos Kike mais do que o normal, por causa da linha de cinco que eles faziam, e até marcamos bem. No balanço para o lado esquerdo não fizemos tão bem quanto nos treinos. Nunca vi um primeiro tempo com 27% de posse de bola em 200 e poucos jogos aqui. Foi nosso pior primeiro tempo em matéria de construção. Tivemos até as chances, mas todas em contra-ataque, nenhuma em velocidade. O adversário dificultou, mas nós também jogamos muito abaixo”, lamentou Ceni.

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Desempenho técnico do Bahia abaixo e falhas na marcação

Com a derrota dentro de casa, o Esquadrão estacionou nos 49 pontos e caiu para a sétima colocação na tabela de classificação, saindo da zona do G-5. Ceni reforçou que a equipe falhou em cumprir a estratégia traçada nos treinos e que esteve frágil nos duelos individuais.

“Nós entramos no G-4 vencendo jogos. Hoje o adversário era difícil, mas concordo com você. Às vezes eram dois contra quatro, e não conseguíamos estancar as jogadas. Tabela, drible e eles saíam no espaço. Você pode até perder o jogo, mas acho que fizemos pouco perto do que foi determinado, treinado, uma noite bem abaixo tecnicamente dos jogadores”.

Uma reclamação feita por Ceni, e que vem se tornando recorrente após os jogos, foi pela baixa criatividade no momento de construir jogadas.

“O que mais me incomodou foi como eles conseguiam conectar jogadas, e nós, mesmo em superioridade, não conseguíamos. Não conseguimos competir nem fisicamente”, destacou o treinador.

Duelo direto contra o Santos para ter reação imediata

Consciente de que os concorrentes diretos (Santos, Atlético-MG e Cruzeiro) somaram pontos na rodada, Ceni convocou o grupo para virar a chave imediatamente e buscar a reabilitação longe de Salvador.

“Temos que olhar os erros, trabalhar durante a semana, nem todas as equipes têm o potencial do Flamengo. Fazia muito tempo que não perdíamos um jogo assim. Não apresentamos futebol para ganhar o jogo em momento nenhum. Mais sete jogos, lutar pela melhor posição possível para que o Bahia consiga ir para a Libertadores pelo terceiro ano consecutivo. Agora começa a ser uma batalha difícil, porque Santos, Atlético-MG e Cruzeiro venceram. Santos foi a 45 pontos e é nosso próximo adversário, fora de casa. Temos que estancar a sangria o mais rápido possível e tentar trazer pontos da Vila Belmiro”, concluiu o comandante.

O Bahia voltará a campo na Vila Belmiro, às 21h de sábado (24), em um confronto direto na classificação.



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