O Bahia conquistou um triunfo fundamental na noite desta última quarta-feira (28), ao bater o São Paulo por 3 a 2 na Arena Fonte Nova, pela 33ª rodada da Série A.
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Rogério Ceni dividiu a análise entre elogios pelo poder de reação do grupo e a cobrança pela perda de concentração que permitiu a reação do adversário ainda no primeiro tempo.
O Bahia abriu 2 a 0 logo nos primeiros 20 minutos de jogo, mas viu o rival paulista buscar o empate antes mesmo do intervalo, o que gerou vaias da torcida presente no estádio na saída do time para o vestiário.
“Jogar contra o São Paulo nunca vai ser fácil. No começo do jogo a gente foi muito bem, bola no pé, construção, fizemos dois gols e poderíamos ter feito o terceiro. Depois começamos a jogar só em transição e começamos a cansar. Sofremos dois gols. É inaceitável fazer um começo tão bom e ceder dois gols. De positivo ficam os 20 minutos iniciais e a reação para buscar o 3 a 2 depois disso. De negativo fica a lição que não podemos relaxar mesmo com um 2 a 0”, analisou Ceni.
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Substituições decisivas e elogios a Everton Ribeiro
Para recuperar o domínio do meio-campo no segundo tempo, Ceni promoveu alterações táticas que visavam mudar a dinâmica da equipe, entre eles Everton Ribeiro, Erick e Caio Alexandre.
O treinador tricolor destacou o impacto positivo das substituições, com ênfase na entrada de Everton Ribeiro para qualificar a retenção e a distribuição de bola.
“A participação não só dele, mas as três trocas foram fundamentais para a mudança da característica do jogo. Claro que com o Everton você ganha mais qualidade, com ele em campo você tem mais a bola. Ele mostra que está cada dia mais pronto para mais minutos e até para começar um jogo”, elogiou o técnico do Bahia.
Saída de Acevedo
O comandante também explicou a substituição do capitão Nico Acevedo no decorrer da etapa final e aproveitou para ressaltar o valor do volante para o esquema tático da equipe.
“Ele é indiscutível para a gente, leva a braçadeira de capitão pela raça, pela entrega. Tem corrido muito no começo dos jogos e tem se cansado um pouco mais rápido. Não vejo porque ele não pode sair no minuto 60 quando a gente precisa. Muda a característica do jogo, mas ele continua sendo um jogador importante”, completou.
Cobrança por atenção defensiva à defesa do Bahia
Ao detalhar os lances em que o São Paulo vazou a meta tricolor, Ceni fez questão de apontar a necessidade de ajustes nas sobras de bola perto da área, cobrando maior poder de reação e competitividade do setor defensivo para os próximos compromissos na Série A.
“O segundo gol é uma falha de rebote. Hoje a gente tinha dois jogadores no rebote, tínhamos condição de tirar aquela bola. A gente tem que se entregar com atenção defensiva. Faltou competitividade ali. Temos que melhorar nos rebotes, não podemos deixar eles chutarem duas ou três bolas em rebotes”, concluiu.
Com o resultado na Fonte Nova, o Tricolor chegou aos 53 pontos e ocupa momentaneamente a sexta posição, com um ponto atrás do G-4. Os jogos desta quinta definirão a situação tricolor ao fim desta rodada.
