Mesmo com um jogador a mais, o Esporte Clube Bahia ficou no empate amargo com o Santos na noite deste sábado (24), por 1 a 1, na Vila Belmiro, em duelo válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Luciano Juba abriu o placar, Neymar foi expulso pela “Lei Vini Jr” após colocar a mão na boca para falar algo para Nestor, mas com um a mais, o tricolor deu o empate no fim com gol de Luan Peres. Em entrevista após o jogo, o técnico Rogério Ceni fez críticas ao gramado.

“Chegou um ponto que a bola não rolava mais e eu e Cuca fomos pedir para parar o jogo, que começou muito promissor. Os jogadores queriam continuar jogando, dos dois lados. Eu acho que é pior para os dois times, mas se os atletas que estão em campo queriam jogar, deixamos rolar. A gente teve a vantagem de fazer um gol com o gramado naquela condição, talvez por isso poderíamos ter um resultado melhor. O jogo acabou aos 20 minutos, é até feio passar uma coisa dessa na televisão. Até a vantagem de um jogador a mais é perdida. A chuva estragou o jogo, acabou com o jogo. A vantagem numérica não vira uma vantagem real, você não consegue trocar um passe que a bola para”, disse o treinador. 

“O Santos é um adversário direto, a gente iria abrir sete pontos, mas só mantivemos os quatro. A gente tinha três para um naquela bola, a gente tinha todas as condições. Bobeamos no melhor jogador de cabeceio deles no dia de hoje, que é o Luan Peres. A gente poderia estar em quinto lugar com um jogo em casa para jogar, mas não posso reclamar dos jogadores, que lutaram o jogo todo. E no jogo de hoje o 11 contra 10 não deu para refletir em campo. Então repito, elogio os jogadores pela competitividade, muito diferente do que foi contra o Flamengo. Lamentamos o gramado, 70% do jogo foi só chutão”.

“Eu teria parado o jogo, o certo era ter parado e jogar amanhã ou na segunda, o jogo prometia, as duas equipes tentando chegar, jogando bola. Era para ser um grande jogo, mas se tornou várzea, inviável para a prática do futebol”.

“O lado psicológico todo mundo estava preparado. Os jogadores do Santos pressionam bastante aqui. Acho que tivemos vantagem por fazer o gol naquela situação. Mas com aquele gramado você perde o contra-ataque, não dá para construir. Tudo aconteceu com bola aérea. Tirei os jogadores com cartões porque fiquei com receio de uma expulsão. Eu teria parado o jogo, o certo era ter parado e jogar amanhã ou na segunda-feira, o jogo prometia, as duas equipes tentando chegar, jogando bola. Era para ser um grande jogo, mas se tornou um jogo de várzea, inviável para a prática do futebol”.

Com o resultado, o Bahia estaciona na 7ª colocação, com 50 pontos, quatro atrás do G-4, e desperdiça uma chance de ouro de colar no pelotão de frente e aproveitar os tropeços de Fluminense e Athletico-PR. Já o Santos segue na 8ª posição com 46 pontos.






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