O Bahia conquistou um resultado importante ao superar o Mirassol por 1 a 0 na Arena Fonte Nova, mas o desempenho da equipe deixou o técnico Rogério Ceni na bronca.
Em entrevista coletiva concedida após a partida, o comandante tricolor admitiu a insatisfação com a postura do time no retorno do intervalo, apontando a queda de concentração como um risco desnecessário na reta final da Série A do Brasileirão.
Ceni detonou a postura dos atletas nos minutos iniciais do segundo tempo, momento em que o Tricolor baixou a rotação e cedeu espaços perigosos ao adversário paulista.
“Foi uma merda. Não sei o que dizer, era o mesmo time, mas baixamos a concentração, já aconteceu em outros jogos. Foi o pior momento do nosso jogo”, desabafou o treinador.
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Dificuldade nas finalizações e desperdício de chances
Além da cobrança por maior intensidade mental durante os 90 minutos, Rogério Ceni detalhou outro problema crônico que vem afetando o setor ofensivo do Esquadrão: a baixa eficiência nas finalizações.
O técnico destacou oportunidades desperdiçadas na segunda etapa que poderiam ter definido o confronto de forma mais tranquila.
“Não acho que seja preciosismo. A gente tem dificuldade em fazer gols. A bola do Alejo, ele tinha que chutar, ele estava cansado, fica mais difícil escolher a melhor execução. Não acho que seja preciosismo, já admitimos em outras entrevistas essa dificuldade em fazer os gols. São ajustes, tomadas de decisões que precisam ser adjusted. São jogadores que não têm como principal a finalização”, explicou o comandante.
Mudança de estilo de jogo do Bahia sem Everton e Caio
Ceni falou também sobre a mudança de estilo de jogo do Bahia, com Caio Alexandre e Everton Ribeiro perdendo espaço por motivos distintos no time titular.
Ele comentou sobre a entrada de Everton ao longo do segundo tempo como um fator que aumentou a qualidade da equipe. Contudo, reforça o estilo de jogo mais competitivo ao escalar outros nomes no setor.
“Desde que mudamos a formação, mudamos também a característica. Sem o Everton e o Caio nunca vamos ter a característica de posse de bola como antes, mas ficamos com um time mais físico. Everton hoje entrou muito bem, mudamos um pouco o sistema de marcação, fechamos uma linha de cinco para ele não precisar ficar por dentro. Quando ele entra a gente volta em linha de cinco para ele precisar cobrir menos metros. Mas o time compete bastante, faltou fazer o segundo gol. Futebol é muito dinâmico. A gente se lamenta pelo ponto perdido contra o Athletico, e hoje ganhamos o jogo em um lance muito parecido.
O Bahia voltará a campo contra o Flamengo no domingo (18), novamente na Arena Fonte Nova.
