Reforço mais caro do Esporte Clube Bahia na temporada, custando R$ 16,1 milhões, o lateral-direito Román Gómez foi titular em jogos importantes, como a decisão contra o O’Higgins, pela Libertadores, e a final do Campeonato Baiano, diante do Vitória, e foi justamente no clássico Ba-Vi que fez o argentino perder a titularidade. Román não jogou bem no 1º tempo e foi sacado no intervalo.
Ceni decidiu improvisar Acevedo na lateral-direita, e no segundo tempo, com grande atuação do uruguaio, o Bahia virou o jogo sobre o Vitória e conquistou o título baiano. Após a final, Acevedo foi mantido como titular na posição, fazendo Román Gómez se tornar o reserva, atrás ainda de Gilberto.
Após aquele Ba-Vi, Román Gómez só voltou a atuar na derrota por 4 a 1 contra o Remo, pela Série A. Ele chegou a ser relacionado para 10 jogos, mas não entrou em campo. O técnico Rogério Ceni explicou o “sumiço” do argentino.
“Se o Roman jogasse hoje, teriam perguntado do Gilberto. Tivemos um momento difícil na lateral, e o campo fala. Conseguimos ganhar um título com Acevedo jogando na lateral. Dentro da característica, com Juba por dentro, eu preciso de um lateral mais defensivo. O Roman é jogador de ataque ao espaço. Menino excepcional. Mas dentro da característica nossa, o Gilberto atendia mais”.
“O próprio Marcos Vitor eu pensei em usar nessa função, também caberia. O Marcos como lateral trabalha pouco, mas também pode ser feito no futuro. Eu lamento que ele [Roman] fique tanto jogos em jogar, espero que ele possa ter minutos em breve, mas eu tenho que pensar no que é melhor naquele momento, como a gente joga, e nisso Gilberto era melhor do que ele até o próprio Marcos Vitor para construção com jogo aéreo, um pouco melhor velocidade. O Roman é um jogador de um ala, que pode jogar muito nessa função”.

